domingo, 16 de setembro de 2007

Curtas II

A calúnia social mais esperada da semana
(Por ser a única, talvez)


Na Crista da Onda.

E finalmente o Consulado se retratou com os freqüentadores, e a casa pode oferecer o especial Los Hermanos com a banda Somero. A sorte é que apresentação dos meninos tirou a má impressão que a casa deixou semana passada para o público. Muito bom! Dizem as boas línguas que a casa proibiu o cigarro nos ambientes! Bom!


No lama do poço.

E vem mais uma greve por aí! Enquanto alguns muitos brasileiros lutam por um emprego no funcionalismo público, professor de Universidade Federal vai reclamar por ter um. Quando na verdade os estudantes que deveriam se rebelar, contra os próprios professores. Pelos anos de desmazelo e de falta de compromisso com a profissão que estes chamados “mestres” insistem em cultivar.
Que reivindiquem seus salários, mas que isso não atrase a vida de jovens já desanimados com o futuro que os aguarda!
Como se não bastasse, ainda cobram o aumento do número de vagas para as universidades federais. Se com o número restrito que há, a desistência já é grande, e a qualidade de ensino é a mais limitada possível, imagine se dobrar a quantidade de alunos!
To passada, engomada e perfumada.
Mais detalhes aqui.


Que dia mais feliz.

E quem troca de data hoje, domingo, é a queridíssima Larissa Melo, leitora assídua do Jornalesmas e incentivadora do projeto. Larissa ficando um ano mais maravilhosa.
No dia 15 quem ficou um ano mais exuberante foi músico-engenheiro-namorado-da-Ina o grandessíssimo Alexandre Magno.
No dia 12 foi a vez da sua digníssima e integrante do Jornalesmas, Ina Carolina apagar as velinhas.
Parabéns!



OK OK!
E pra quem gosta de fofoca, alguns passarinhos verdes, ruivos, loiros e morenos me contaram que o fim de semana da turma de Jornalismo da UFRR foi só curtição. Na sexta foi noite de bebedeira, e no sábado foi noite de aproveitar os efeitos benéficos do álcool e soltar as feras, frangas e plumas. A colunista que vos fala, porém, não pôde comparecer a estas efervescências (infelizmente)!


Meia de seda.

Pra quem não sabe, as mesas do show do Zeca Baleiro, que será no próximo dia 28, estão sendo vendidas para estudantes. Junte 3 amigos (você + 3= 4) que tenham carteira de estudante que o desconto de 50% será dado. Facinho, facinho, Informações no espaço Glamour, onde o show será realizado.


E até o próximo domingo.

sábado, 15 de setembro de 2007

Caso de Luto

Eis-me aqui, queridas lesmas. Mas não por é um bom motivo.
Vim expressar o meu profundo sentimento de decepção.

Mais de uma semana se passou, o João Paulo postou sobre o assunto, mas eu não acho que seja o caso de posts irônicos rindo da palhaçada do Senado Federal. É caso de luto.

Nunca na história desse país, uma instituição foi tão humilhada, e eu como brasileira nunca me senti tão ultrajada como na última quarta-feira. Durante 120 dias, só vimos manipulações políticas onde o Presidente do Senado organizava o próprio julgamento, onde votações de leis e liberações de Medidas Provisórias foram vetadas pela oposição de Renan, que se recusava a agilizar o processo burocrático brasileiro enquanto o Presidente ocupasse o Cargo e a Cadeira.
Tudo isso de nada adiantou, pois no dia em que se acreditava ser de "Honradez Nacional", presenciamos a morte do Poder Legislativo desse país. Eu digo morte, porque os nossos Excelentíssimos Senadores não perceberam que quem estava sendo julgado não era o Renan Calheiros, e sim a instituição que os emprega - O Senado.

Então, muito a contra-gosto, tenho que concordar com o Arnaldo Jabor, que diz que depois de toda essa novela, só nos resta amaldiçoar os políticos:

"Malditos sejais, ladrões, gatunos, rapineiros dos dinheiros públicos, dos quais agadanhais 20% de todos os orçamentos, deixando viadutos no ar, pontes no nada e crianças mortas de fome, mortas de tudo, enquanto trombeteais inocência e honradez nas tribunas. Que a maldição das pragas do Egito vos impeça de comer os frutos de vossas fazendas escravistas, a carne de vossas boiadas imaginárias; que não possais degustar o pão de vossos fornos, nem o milho de vossos campos. Malditas sejam as caras-de-pau dos ladravazes com seus sorrisos asquerosos e imunda honradez ostentada; tranqüilo cinismo baseado na legislação que vos protege há 4 séculos. Malditos sejam os 40.000 canalhas infiltrados na máquina pública, imperrando-a e sugando as migalhas do estado. (...) Que a peste negra vos devore a alma, políticos canalhas; que vossos cabelos com brilhantina vos cubram de uma gosma repulsiva; que vossas gravatas bregas vos enforquem. E que vossos bigodes apodreçam no ar de Brasília.”

Amém.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Vítima de câncer, Pedro de Lara morre aos 82 anos no Rio

Pedro de Lara, ex-jurado do apresentador Silvio Santos, morreu nesta quinta-feira (13), aos 82 anos, no Rio, informou o SBT. Ele estava com câncer de próstata e se recusava a fazer tratamento. Lara chegou morto à clínica Climed, no bairro de Irajá (zona norte do Rio), por volta do meio-dia.

O artista nasceu no dia 25 de fevereiro de 1925, na cidade de Bom Conselho, em Pernambuco. Pedro de Lara ficou famoso na TV por carregar flores e pela fama de turrão. Também radialista, participou como jurado de atrações musicais em outros programas popularescos.

Pedro de Lara morreu de câncer no Rio
"- E este dedo que a TERRA, e somente ela há de comer..."


comentário dispensável: Cabra macho! Morreu mas não levou dedada!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Pizza à moda Renan

Êêêêêêêê!
É festa! Alegria!

É de costume, o humilde postador que vos escreve (?), debater polít
ica com seu arraigado avô paterno. E, como deve ser de se esperar, assunto não faltou ontem, e, agora mesmo de manhã, deparo-me com tal release do próprio site do senado (é, com minúsculo mesmo!), cujo título quase me fez, digamos, "chamar o hugo". Veja você mesmo aqui, caro leitor.

Como sabemos, nosso herói conseguiu safar-se dessa. Realizou-se, a po
rtas fechadas e com voto secreto, a votação pela cassação de seus direitos políticos. Dos 81 senadores, 40 votaram a favor de Renan, 35 contra e 6 se abstiveram. O mínimo para que tivesse seus direitos cassados era de 41 votos, que é a 'maioria absoluta', como é dito no termo técnico que o vovô me explicou.

"Dubita in Finis* - se o Conselho é de Ética, por qual motivo o voto é secreto?"

Mas a melhor parte mesmo, no final das contas, foi ver o deputado do PV-RJ, Fernando Gabeira, ao tentar adentrar no recinto, mesmo demonstrando respaldo jurídico e ser negado (!). Socos e pontapés à parte, foi encontrada até uma arma de imobilização (aquelas, de dar choque nos 'cabras' relutantes).



É pertinente verificarmos as pertinências que levaram aos
pedidos de cassação:
  • acusado de receber ajuda financeira de um lobista, Claúdio Gontijo (absolvido);
  • suposta atuação de Renan Calheiros junto ao INSS e à Receita Federal para reduzir o valor de multas aplicadas à fábrica de bebidas Schincariol (calma lá! pensou que ia ser fácil?);
  • o terceiro possível pedido, aberto para apurar denúncias do usineiro João Lyra, de que Renan usou laranjas para comprar rádios e um jornal em Alagoas (sabemos o final deste).
O digníssimo presidente Luiz Inácio "Nove-dedos" Lula da Silva, declarou ainda hoje em Copenhague, capital da Dinamarca, que a decisão deve ser acatada (adivinha quem deu a notícia ao presidente? Jucá!). Disse Luizinho: "Primeiro é preciso que a gente tenha clareza para tratar o assunto com a seriedade que ele merece. O problema começou no Senado e terminou no Senado, se é que terminou. Eu disse desde o começo da crise que era um problema do Senado. O Senado levantou o problema, fez o que tinha que fazer. Chegou o momento em que tinha que terminar. Poderia ter sido uma maioria contra o Renan, teve uma maioria favorável a Renan [...] Se vai haver continuidade no processo, se vai haver a suprema corte, são outros problemas", afirmou.
Considerações finais: Com um time desses, até eu, Felisberto! Se o Diabo fosse acusado de quebra de decoro parlamentar, creio que ele também seria absolvido, pela mesma patota do senador. Os outros senadores 'enrabichados' ainda pregam a santa benesse de Renan. Tava pensando... Vou mesmo é me candidatar. Senado. Vamos montar o nosso bloco! Não o de carnaval, mas quase, quase isso. Conto com o apoio de vocês. E se forem bonzinhos, e me defenderem lá na frente, numa possível, e previsível escapadela moral, vão ganhar docinho.

post scriptum.: E claro, eu apóio a dialética. não pode deixar de faltar a voz do outro lado, do próprio senador, de cunho curto, porém significativo:
http://youtube.com/watch?v=WB0vnpG6PX4

"Renan Calheiros Capone", por Pafúncio Neto.

*Dúvida Conclusiva

domingo, 9 de setembro de 2007

Curtas (porque o espaço é curto)

A coluna social mais cretina da web.

*Por Brunette Lesmette

Brilho no domingo
E foi um luxo a Parada Gay realizada no último domingo, 9, na Praça Ayrton Senna. O movimento em prol da Diversidade Sexual contou com a presença de pessoas de todos os estilos, desde elegantérrimos transformistas muito bem maquiados e vestidos com glamour, a famílias inteiras com seus carrinhos de bebê, passando por jovens universitários e curiosos que prestigiaram a festa. O que prova que a comunidade boavistense está disposta a se desfazer de preconceitos e tabus sociais. Muito bom de se ver!

  • A piada mais sem graça era encontrar os amigos e dizer “Você nunca me enganou!” ¬¬

  • E quem mais se deu bem com a festa ao ar livre foram os alunos do 3º ano do CEFET-RR, que com muita disposição montaram uma barraca de bebidas para arrecadar dinheiro para a formatura. Além do preço camarada e do show de malabarismo, os jovens improvisaram uma apresentação exclusiva da “Dança do Siri”. Quem não viu, perdeu!

  • Um passarinho me contou que alguns muitos alunos de Jornalismo da UFRR aproveitaram a noite pra uma partida de volley, em plena praça pública. Dizem as más línguas que as boladas acertaram a cabeça de pelo menos dez pessoas que passavam pelo local.


Confumado ou Consulado?


  • É com grande revolta e uma pontinha de decepção que o Jornalesmas faz um apelo: Mudem o nome do Consulado para “Cancelado”.
  • Já não era muito agradável o excesso de fumaça cigarro na casa, porém a proposta dos donos não era tão mal. Mas com uma ingenuidade de amador, a casa foi transformada numa piada de conhecimento público.
  • Duas vezes na última semana, foram canceladas apresentações que já haviam sido divulgadas. A primeira na quarta-feira, com o especial Los Hermanos que a banda Somero faria. E o segundo furo foi neste sábado, quando os meninos da Sophia Não Foi à Escola chegaram no bar para a montagem dos instrumentos e foram recebidos com a notícia de que o show tivera sido cancelado. Os motivos? Ninguém sabe. Só não foi muito agradável para os freqüentadores assíduos da casa aparecerem por lá e encontrarem as portas fechadas, quando a única programação agradável que teria na cidade era justamente a do Consulado (Cancelado?).
  • O pior de tudo, é que na sexta-feira enquanto inúmeras bandas independentes mostravam seu trabalho gratuitamente na Orla, a casa abriu e ainda cobrou ingresso. Relacionamento com as bandas (que são a melhor coisa que a casa oferece em seus dias de funcionamento) que é bom, nada né? Seria tão inteligente se houvesse comunicação; o que não é difícil em Boa Vista: só basta organização, a cidade é pequena, os componentes das bandas todos se conhecem. Ahhh pessoal, o furo foi feio. Me colore que eu to beeeeeege!!

  • E ainda tem gente besta que faz propaganda da casa. (cof, cof! eu!)


Rock da Independência


  • E foi um espetáculo o evento realizado pelo bonde do Rock no feriado do dia 7 de setembro. As bandas deram um show, propriamente dito, na Orla Taunamã! Evento que poderia ser realizado mais vezes. Fica ai a sugestão pra que mais pessoas apóiem iniciativas como essa. E parafraseando meu caro colega Diego, vulgo Moita: "Let’s Rock!"

    Cão Tenor

  • E é um miiiiiimo o cãozinho de estimação do companheiro de blog Floco Lesmo, vulgo Cristofer (ou seria contrário?). O fofíssimo Bingo é um excelente cantor, que acompanha a melodia da campainha e ainda dá pulinhos simpáticos para as visitas.


    Assembléia Extraordinária II

  • A diretoria do Jornalesmas convoca todos os membros para uma reunião que realizar-se-á no Guaraná Mania, na próxima quarta-feira, a partir das 17h30.

  • O assunto da reunião é o mesmo de sempre: ajustes finais do layout, permanência e entrada de membros (uiii) e a periodicidade de posts.

  • Apareçam por favor!




Até a próxima com as novidades da macuxilland! O único lugar onde as pessoas trocam de data de aniversário e o cão vira notícia de jornal.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Da série: Melhor e-mail recebido da semana

Essa é para os lesmas e leitores de plantão que viveram a última infância realmente feliz, ou seja, foram crianças na década de 80:

Para os que não agraciados com esta inesquecível experiência, eu só lamento! :D

Créditos para a minha amiga Daniella Assunção, que também cursa jornalismo. Recebi dela esse e-mail, hoje pela manhã. Para quem viveu essas experiências, será garantia de boas risadas. Para quem ainda era apenas um projeto de espermatozóide, vale pelo menos à critério de conhecimento ler até o fim!


Lembranças de uma infância feliz



Você lembra?



1. Daquela chupetinha cheias de açúcar, os pirulitos de anelina quedeixavam a língua azul, as balas Sete Belo ou de Banana na saída da escola?E as balas Soft redondas?? Que com certeza todo mundo já entalou com elas nomeio da garganta!






2. Relógios Gran Prix para homens e Champions para mulheres (aqueles quetrocavam de pulseira) faziam parte do seu dia-a-dia? E uns retangularesdigitais enooormes??






3. Leu " Memórias de um Cabo de Vassoura" ,"O Mistério do CincoEstrelas"ou"O Escaravelho do Diabo" para a prova de português da 4a. série? Toda acoleção Vaga Lume praticamente...






4. Você assistiu filme dos Trapalhões no cinema na época em que eles aindaeram quatro? haha, no tempo em que a Xuxa fazia papel de freira!!! Ou "Xuxacontra o Baixo Astral (lembram da minhoca??)






5. Comprou a fita do Plunct-Plact-Zum (não vai a lugar nenhum) e assistiuo programa com o Raul Seixas?






6. Assistia Armação Ilimitada e Globo de Ouro? Globo de Ouro com CésarFilho e Isabela Garcia!! ou o mais antigo com a Mirian Rios e o, ah sei lá nem lembro...






7. Você jogava Genius?






8. Colecionava a revista Mad?






9. Se agonizava, quando no Domingo no Parque trocavam uma bicicleta poruma caixa de fósforos? (a criatura dentro da cabine gritando SIIIIM, NÃÃÃO). Eo Qual é a Musica? Lembram dos cantores desse tempo, Biafra!!! ("Voar,voar...subir, subir....") Marquinhos Moura!!! ("Meu mel não diiigaadeus... eu tenho tanto meduuu..."), Giliard (.. vidas de ventos e velas, vidas qvem e q vãooo....) Vai dizer que não era bem melhor que a eguinha pocotó?






10. E quando o Sílvio Santos dava um milho verde enorme para quem pedia depresente um milhão? E os Jurados do Chacrinha? E aqueles efeitos sonorosque "saíam" das chacretes dançando?






11. Se lembra que o tênis Montreal ("porque você é jovem") eraanti-microbiótico? Disso não...mas lembro q esse tênis patrocinava o programa do Gugu!!






12. Brincava de Acquaplay ?






13. Usou tênis Rainha sem cadarço, até o dedão furar na ponta? Poxa, e otênis Bamba?? E o Conga??






14. Se lembra do comercial - "Não esqueça da minha Caloi"? E o das lojasPernambucanas ("Quem bate? É o frio .... não adianta bate, eu não deixovocê entrar...)






15. Ficou alegre no final de "A Incrível Fábrica de Chocolates"?






16. Tentava imitar o `andar para trás` do Michael Jackson (que ainda erapreto e tinha nariz)?






17. Andava de Caloi-Cross Extra Light, com canote torto, banco concorde eadesivos Kuwahara? E aquela outra bicicleta, como era o nome?! BMX??? BMX Super Pantera prá ser exato, tinha freio a tambor na roda de trás....??? e a Berlineta????



Comentário do pcapuleto: Eu tive uma BMX Super Pantera (vermelha) e levei um trombasso numa ladeira !!!! )






18. Ou então de Ceci, Cecizinha ou dobravelzinha?






19. Comia, ainda, AAS infantil como se fosse bala? Caraaaaca!! Comia muito isso!!! Tomava leite Magnésia Phillips....






20. Pulava ao ver o programa do palhaço Carequinha? Hehehe...






21. Adorava ver o Bozo? Tinha raiva do Papai Papudo? ("Que horas são? Sãocinco e sessenta"...... Ai que ódio quando ele dizia isso) Lembram dotelefone vermelho q ele tinha?






22. Se lembra que você tinha medo da Cuca, do Sítio do Pica-Pau Amarelo?(Quando a Emília não era essa chata de hoje e a Narizinho era maisengraçadinha)






23- Lembram dos comerciais e promoções de Avanço, Linhas Círculo, MonangeeLeite de Aveia Davene nos intervalos dos Trapalhões?? Lembram queantigamente as promoções tinham milhares de cartas que eram jogadas proaltopara serem sorteadas??? E do comercial com o Raul Gil, Tapeçaria é CHIQUEEEEE!!!






24- Pique Bandeira, Pique Tá, ou Garrafão????? Suas brincadeiras (pelo menos aquelas onde você não era "café-com-leite") tinham "ferrolho" ??






25- Reunião Dançante na Garagem do vizinho, onde as meninas levavamsalgadinho e os meninos a bebida que geralmente era Coca-Cola em Garrafadeum litro de vidro. Som três em um, quando na hora da música lenta osgarotosficavam de um lado e as meninas de outro...... Ou no máximo a gente dançava e trocava de par com uma vassoura.....






26- Na hora da salada mista vai me dizer q aquele seu ou sua colega nãoapertava seu olho quando chegava a vez da pessoa q você era a fim.....






27- Prova no colégio cheirava a álcool do mimeógrafo........






E mais:






Quem não:1. Cantou Ursinho Blau Blau e "Mama-Maria"?






2. Ouviu Menudo ("Não se reprima, não se reprima..."), New Kids on theBlock("Step by step oh baby..."), Tremendo (todos batendo palmas,isso étremendo...) e Dominó ("Manequim, o seu sorriso é um colar de marfim...")?






3. Viu o programa do Balão Mágico com Mike (o filho do ladrão), Tob e Simony(de roupa e sem barriga)?






4. Pediu para o pai comprar ou trocar o carro por um Chevette Jeans, ou pelonovíssimo Del Rey, que tinha vidros elétricos e era a álcool?






E você também:






1. Colecionou iô-iô da Coca-Cola e nunca conseguiu fazer a "Teia daAranha"como aqueles gringos que faziam a demonstração no shopping center;






2. Colecionava garrafinhas de MiniCoke e Fanta;






3. Sonhava com aquele Walkman da Sony que pesava 1 tonelada, chiava prá burro e gastava 4 pilhas pequenas por dia. E aqueles enooormes amarelos que eram a prova d`água. Você pelo menos já descobriu prá que queria um walkmana prova d`água???



Comentário do pcapuleto: Pra quê Mp3, Mp4, Ipod??? huahuahaua!!!






4. Gostava de ver a Xuxa batendo nos baixinhos no programa da Manchete?Ia de táxi com a Angélica ??






5. E os desenhos animados? Corrida Maluca, Turma da Pesada (era o Barrados no Baile da época!), Caverna do Dragão (ficou sabendo do final do desenho??), Thunder Cats, Speed Racer, Ursinhos Carinhosos, She-ha e He-man (você ainda acredita naquela história deles serem irmãos??)






6. Chorava toda vez que você caia e a sua mãe vinha correndo com aquele vidrinho de mercúrio para passar no seu joelho que ficava vermelho durante semanas...



Comentário do pcapuleto: Pior era Merthiolate...






E para que não digam que sou machista... só para mulheres:






1. Usava caneta de 10 cores com cheiro?






2. Você tinha Melissinha sabor Coca-Cola? E as botas de chuva de borracha vermelha e rosa pink ??






3. Colecionava as figurinhas de bichinhos que vinham no chocolate surpresa?Ou tinha o álbum de figurinhas da Moranguinho, cheio de purpurina... ou da melhor novela que você já viu até hoje ("Que Rei sou Eu?")






4. Brincava de Fofolete? Bem-me-quer (aquela boneca que não fechava os braços)?






5. Colecionava papel de carta da Hello Kitty, Bonnie e Clyde e Turma da Xuxa?






6. Usou saia balonê? E calça semi-bag?7. E sandália de plástico com meia soquete prateada?






8. Usou aquelas pulseirinhas de linha ou lã? Ou melhor, você vendia elas?






9. Assistiu ao show do A-Ha e achava o Morten liiindo?



Comentário do pcapuleto: EU NÃO !!!!






10. Brincava de bambolê - antes de se chamar bambotchan?






11. Morria de pena da Polyanna, que pregava o "jogo do contente"?



Comentário do pcapuleto: Essa nem eu lembro! Se alguém souber, habilite-se!






12. Perdeu algum capitulo de Chispita ??






13. Pulava corda com aquela musiquinha: "Um homem bateu na minha porta eeua-bri, senhoras e senhores, ponham a mão no chão......"? E pulavaelástico??Quantos metros tinham o seu? Você conseguia passar as quatro "cincoMarias"de uma só vez por baixo da ponte que fazia com a mão, na fase cinco dojogo?






14. Brincava de "Enha la enha lagosta lagoe" (Que diabo era isso?)






15. Tinha a Barbie Face?






16. Cantava a música do comercial da Bolinha de sabão ("Sentada na calçadade canudo e canequinha, tublé, tublim...fazendo uma bolinha...tublétublim..")






17. Fazia a brincadeira do copo e depois ficava morrendo de medo.






18. Usava aquelas chuquinhas de pano da pakalolo.






Para os homens:






1. Você teve o forte apache Guliver, o Falcon e seu magnífico helicóptero e equipamento de mergulho, o circo do Playmobil e o Castelo do He-Man?






2. Brincava de Autorama com o TCR ou de Ferrorama?






3. Você gostava mais de Ultraman, Spectroman ou Ultra Seven? Lembra do Robô Gigante com cara de Esfinge Egípcia? E do Speed Racer com o seu Mach-5?Alguém lembra das caminhotes Duro na Queda? Ou do Força Bruta?






4. Você era o changeman de que cor?? E o Jaspion, Ninja Jiraya e o Giban?






4. Queria um Kichute, pois era uma chuteira confortável?






5. Usou calça OP verde limão com a camiseta Hang Loose laranja, achandoqueestava combinando?






6. Para arrematar, o tênis All-Star ou Redley quadriculado?






7. E o gel New Wave no cabelo?






8. Sabia cantar quase todas as músicas da Blitz ("Você não soube me amar..")?






9. Colecionou figurinhas Ping Pong com os jogadores do campeonato nacional ou da Copa do Mundo de 86?






10- Bodoque no pescoço, arapuca, e visgo....(hoje isso não é politicamente correto)






11- Jogou muito peão, e sempre rapelava seus amiguinhos na bolinha de gude?






Se você respondeu afirmativamente a maioria dos ítens acima, ou teve um ataque histérico de risos durante a leitura deste post, você é mais um privilegiado, pois a felicidade é o resultado de vários fatores na nossa vida e um deles pode ser medido pela forma como encaramos nossas lembranças.






Fala sério! E no futuro, o que as as crianças dos anos 90 vão lembrar?






1. Da bunda da Carla Perez, da Feiticeira e da Tiazinha?






2. Bate-papos virtuais, internet e games on-line? do Pokemon? Um tapinha não dói e Dança da motinho??






A nossa (quem tem entre 18 e 30 anos) foi a última infância feliz.






domingo, 2 de setembro de 2007

Olha o palavrão ai, B*c%t@!

Uma professora está sendo processada pelos pais de três alunos porque pediu às crianças que fizessem uma pesquisa sobre palavrões.

Alguém viu essa?

Reportagem da última edição do Fantástico, que mostra uma história curiosa! Uma professora da 4º série de uma escola de Capanema - PA, cansada dos palavrões que seus alunos trocavam em sala de aula, resolveu ensiná-los o significados de tais expressões. A intenção da professa era fazer com que seus alunos compreendessem o quão feios eram aqueles nomes, para que não os usassem mais. Incompreendida pelos pais, a educadora está sendo processada na justiça [sob a acusação de que, eu não sei, porque a matéria não informou].

Agora, o Jornalesmas dá uma dica pra você, querido internauta, viciado em palavras obscenas. Para que constrangimentos não aconteçam, para evitar expressões de cunho pornográfico na presença de crianças, ou mesmo para que você ensine ao seu irmãozinho mais novo, aquele priminho encapetado ou ao seu filho: o novo GUIA DE PALAVRÕES EDUCADOS.

Fruta que caiu:


- Ahhh, professora, minha letra é assim mesmo, se não gostou vá pra FRUTA QUE CAIU.



Zorra:

- Aaaaaah ZORRA perdi de novo!!!




Carvalho:

- Ô Mariazinha, Zezinho, Juninho... Vão pra casa do CARVALHO!!!
- É o quê menino? Repete isso que tu apanha!
- Carvalho mãe, o professor de geografia. Tá surda velha?




Mais sugestões?

sábado, 1 de setembro de 2007

15 segundos de fama

Ai, me senti importante agora!

A TV Roraima veio fazer uma entrevista comigo aqui em casa.
Não, ainda não é sobre o Jornalesmas ainda que eu tentasse puxar o assunto.
Não, também não é por nenhum grande feito meu, a matéria não era sobre mim.

Participei apenas como personagem da matéria sobre compras da internet. Ou melhor, mulheres que compram pela internet.

Embora quisessem mostrar que as mulheres não compram coisas fúteis como é de se pensar, penso eu que quebraram a cara comigo: Quando a repórter pediu que eu mostrasse os livros que tinha comprado, mostrei os gibis.
Mas tudo bem.

Como sempre, gaguejei e provavelmente vai sair eu gaguejando na tv, porque sempre é assim. (por isso eu não consigo estagiar na televisão).

OK, esse post tá bem egocêntrico. É só para divulgar a matéria e dizer que eu não sou “A” compradora virtual. A culpa é da Gersika (que estuda comigo e trabalha na TV Roraima) que me indicou como personagem.

Hoje no Jornal de Roraima às 18:00, estarei aparecendo na tevê aumentando o IBOPE!

Desculpaê, beibe! Agora eu sou estrela!
(cof! cof!)
Não sei se viajo à parri, à nuiorc ou qualquer outro lugar onde as pessoas não me reconheçam. Sabe como é, preciso tirar férias da fama.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Na atividade

Após aparecer um balão no canto da tela do computador com os dizeres que estou conectada ao mundo virtual, por coincidência ou destino – deixo a cargo de vocês – vem até a mim com letras garrafais e avisos luminosos uma reportagem realizada pelo estadao.com.br a respeito de todo o universo da Blogosfera: da quantidade de informações que podem ser pescadas pela rede virtual, do quanto essa variedade de opiniões mostra um espírito crítico que dá ponto de partida para vários debates num paradoxo que é necessária uma seleção pela quantidade de baboseiras da web.

Então, eu aqui com meus botões pensei: por Deus, por Merlin, por todas as forças sobrenaturais, será que isso é mesmo um sinal? Será que estamos no rumo certo?

Pois é. ‘Nós’, porque passo a integrar ao grupo de Lesmas do presente blog, com um orgulho vigente e um sorriso bobo de satisfação estampado no rosto – compreendido pelos fãs da presente página – dando continuidade a tarefa de expor uma consciência crítica de forma descontraída e pueril, se aproximando cada vez mais daquilo que acreditamos ser Jornalismo.

Em algumas nações, a Blogosfera foi responsável por rever as estruturas dominantes do poder e fazer mudanças significativas. O nosso objetivo não fica longe! Nós queremos mostrar o nosso potencial, apresentar Roraima de um jeito inovador, numa atitude revolucionária, de mudar mesmo o mundo e, como disse a Bruna, outras tantas coisas idiotas que só estudantes de jornalismo poderiam almejar.

De qualquer forma, a partir de agora a pessoa que vós fala anuncia humildemente que se é para o bem de todos e felicidade geral da nação digo ao povo que aceito o convite prestado, fico e finco neste instante meu ponto de partida ao Jornalesmas: já tô aqui n’atividade!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Superstição? Jamais! Bate na madeira aí, ô.

Minha mãe sempre fala, que se avistarmos um cortejo de funeral não podemos contar a quantidade de carros presentes. O número correspondente aos veículos, significa o tanto de anos que ainda vamos viver. Então é melhor nem contar. Sempre esta regra. "Não conte os carros do cortejo".

Porém, há quantidades que já estão fixadas na mente humana... basta olhar, não precisa contar, e já sabemos que números representam, não é?
Um, dois, três e quatro.

Ontem eu vi um cortejo, às 10h da noite. E nem precisei contar, porque só havia um carro acompanhando.
Ou seja, só tenho um ano de vida.

Elânia obrigada pelo sorvete.
Luciana, obrigada pelo cavalinho.
Floco, antes de partir eu devolvo seu livro.


Foi muito bom conhecer vocês, pessoas.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Para Lesmas e leitores de plantão...



Parafraseando o saudoso Renato Russo: "Eu não acredito nisso..." Mas eis que 5 anos, 41 disciplinas e incontáveis trabalhos depois, estou eu aqui... Entrando de cabeça na tal da Monografia e todos os seus meandros... Prestes a finalizar o curso que em algum momento de minha vida, chegou a ser uma distante incógnita. Vale ressaltar que pisei na UFRR pela primeira vez como acadêmico em 17 de setembro de 2002.

A Seleção brasileira havia recém conquistado o penta e o Ronaldo nem era gordo. Alguns importantes projetos pessoais haviam fracassado ou começavam a fracassar literalmente... E a vida acadêmica parecia ser a única coisa boa para se pensar naquele momento.

Muito se passou desde então. Amigos... Ah! Esses sim são a maior conquista depois do "canudo". Amigos que se multiplicavam dia pós dia, junto com o novo mundo que começava a surgir diante dos meus olhos. É, pessoas! A Universidade proporciona isso... Uma nova visão de mundo diante da "cegueira" que nos é imposta pelos falidos sistemas de ensino fundamental e médio Tupiniquins (e que não me processe nenhum representante de tal etnia, por achar que a associação do nome de seu povo à enganação chamada educação pública é negativa).

Esses amigos que, graças ao bom Deus, já não consigo mais contar e jamais arriscaria a tentar lembrar os nomes... Pois correria o risco de cometer uma injustiça deixando alguém de fora. Muitos foram os momentos inesquecíveis durante esta caminhada. Muitos papos sem-futuro também... hehehe! E quantas conversas acerca da conjuntura-filosófica-globalizada-de-formação-cultural-dos povos apenas para provar porque qualquer papo-cabeça acabava sempre numa putaria generalizada... Ou seja, nossa vocação não nos foi dada por nada!

E em país cuja cultura é a de que "prego que se destaca, merece martelada" vamos dançando conforme a música... Cavucando nosso espaço e fazendo o possível para mudar a situação. Mas uma coisa é certa: Ninguém mais aguenta fazer papel de palhaço e a maioria, está fazendo a sua parte para transformar o que está aí.

Gente que não suporta os "Amílcares da vida", ou até mesmo garbosos "Jessés", só para não cometer nenhuma injustiça com nossos digníssimos impressos. Porque de nada vale pregar contra "galeritos", "tiras", "sangue no asfalto" e outros tantos outros adjetivos da editoria de polícia do RH, se não ilustrarmos a vendida "Falha" de Boa Vista que num dia desce o pau (sem vaselina) em alguém, e no outro, eleva esse mesmo alguém a altos graus de santidade, passíveis até de beatificação sem necessidade de aprovação de Sua Santidade, o Papa. Tudo isso em letras garrafais no melhor estilo press-release (muito bem pago por sinal) redigido por nada mais, nada menos do que o próprio editor-chefe do referido veículo.

Bem, isso pode soar como um desabafo, e em parte pode até ser mesmo. Mas ilustra o receio que tenho de deixar a academia, para bater de frente com a realidade do mercado... Acho que não por menos, estou pensando em retornar à UFRR em um novo curso... Só não sei qual ainda.

Para os que trilham os caminhos jornalísticos, desejo muita força e muita dedicação. além de uma grande vontade (mesmo que utópica) de tentar mudar esta triste realidade.

Aos professores, o meu agradecimento. Mesmo aqueles que fingiram nos ensinar enquanto a gente realmente corria atrás de aprender.


E deixo também o meu desejo de união à todos: Somente por meio das nossas ações somadas é que poderemos mudar, não somente o jornalismo macuxi, mas o mundo.

E hoje, muito melhor que ontem e menos que amanhã (Pô! Nem reclama que eu tinha guardado essa "frase feita" para o final, afinal, um pouco de clichê não faz mal a ninguém) temos uma grande arma em nosso favor e que está aqui mesmo: A internet.

Façamos deste instrumento, uma grande arma em favor da sociedade.

Aos Lesmas: Continuamos aqui. Vamos trabalhar para fazer esse blogue chegar ao conhecimento dos quatro ventos! Nada de baixas, por favor! Pois em time que está ganhando não se mexe.
E para acabar com uma certa discussão, eu digo: Devemos sempre manter esse vontade do Floco, vontade de fazer, de transformar... Mas também é legal manter os pés no chão, como a Bruna.
Mas o melhor disso tudo é somar essas virtudes, porque é exatamente da miscelânea de pensamentos de quem está entrando e de quem está saindo da academia, que poderemos criar mecanismos para continuarmos acreditando no jornalismo roraimense. Só assim conseguiremos manter os nossos ideais!


Até a próxima!

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Assembléia extraordinária.

Achei melhor usar o blog pra comunicar aos participantes, que no próximo dia 27 o Jornalesmas completa 6 meses de vida. Em contato com a Lesma-mor (entenda Cora Coralina), combinamos de nos encontrar o quanto antes para resolver alguns pontos referente ao projeto Jornalesmas.

1º Beber. Porque é aniversário do Blog. E todo aniversário tem que ter bebida. Então o primeiro passo é decidir quando, como e aonde? Vocês preferem vodca ou cerveja mesmo?

2º Esquema para atualização de textos. Pra que o pobre do blog não fique jogado às baratas por tanto tempo.

3º Algumas possíveis substituições (se alguém assim desejar, caso ache que não nasceu pra lesma), e recrutamento de novas Lesminhas (aaaaaêÊÊêÊÊ calouros em Jornalesmas).

4º A criação do desenhozinho (eu sou ótima em nomes técnicos), e a criação de camisetas com o mesmo (imaginei lesminhas personalizadas... uma cabeluda, uma de óculos, uma de decote :x mas isso fica pra segundo, terceiro, vigésimo quinto plano.). Hans Luciana Donner, isso é um trabalho pra você! :D

5º Divulgação, que creio eu, fica por conta do Cristofer Floquette Botafoguette In- Justus que é o marketeiro da equipe.


Aos participantes do Blog que estão fora, não se preocupem, a gente manda a passagem pra vocês. Qualquer coisa, se o meu cartão não tiver limite suficiente, a gente usa o dinheiro da conta do Jornalesmas.
:B
Vocês vão ficar informados de qualquer mudança. Acreditem em mim.


Pessoas interessadas em colaborar, abundem-se e mostrem suas propostas.


Obrigada pela atenção.
E Feliz Parabéns ao Jornalesmas.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Intercom 2008.

Depois de um tempo ausente, retorno a casa.
O sumiço não tem explicação nenhuma, apenas saí de férias. Férias do blog, pois nem pus os pés fora de casa nesse tempo.
O bom é que o tempo dá uma freada nas emoções e nas paixões (ou na falta delas, como é meu caso), e nos torna serenos outra vez, até que outro ataque súbito de nervos venha a acontecer.

Esses dias estou lendo O Pasquim –Antologia – 1969 a 1971, e não sei como classificar os textos. Não é fácil achar uma definição, do que é crônica, artigo, reportagem... Só se diferenciam as entrevistas, que o contrário do que vemos nos semanários atuais, são maravilhosas e repletas de essência (entenda ‘sem cortes’).

O Pasquim, feito por algumas mais-de-meia-dúzia de mentes brilhantes, é uma lição do que é Liberdade de Imprensa. Em meio a uma ditadura militar surge uma revista independente, cuja inteligência e a indignação contra o Governo, foi o único elo entre os seus criadores. Vai ver é por isso que durou tanto tempo: eles souberam conviver com as opiniões díspares e fizeram acontecer o maior símbolo do jornalismo independente no Brasil. Muito bom, recomendo. Procurem nas livrarias ou esperem eu terminar de ler o meu.

Mas não é do Jornalismo que eu gostaria de falar.
É da escola de jornalismo macuxi, essa que me assusta.

Durante o Intercom, evento que aconteceu em Belém-PA no mês de junho, acompanhei o blog do mestre Avery, jornalista roraimense (muito bom, por sinal). E fiquei realmente preocupada com a próxima edição do encontro. Boa Vista vai sediar o Intercom 2008.

Mas quem está nos bastidores de como a coisa funciona na UFRR, duvida que esta tenha algo aproveitável a apresentar no evento. Garanto que falta de vontade dos alunos, não é. Alguns professores até tentam, mas a grande maioria permanece na preguiça mental.

E não é só isso, há um descaso exacerbado da reitoria com o curso.

No ultimo semestre minha turma de FotoJornalismo II descobriu a existência de 3 máquinas reveladoras, no valor de R$ 80 mil cada (segundo a pessoa que nos mostrou), jogadas ao relento, na sala quente e abafada que chamam de Laboratório de Fotojornalismo. Segundo a professora responsável pela disciplina, as máquinas já caíram no desuso a muito tempo, são obsoletas. É importante saber que as tais máquinas nunca foram usadas pelos estudantes. Isto porque pra usá-las seria necessário o auxílio de um laboratorialista, profissional adequado para manejar substâncias químicas, que o Departamento de Comunicação não tem autorização para contratar. E creio eu, nunca terá.

Os armários guardam soluções reveladoras com prazo de validade vencida, Câmeras de altíssima qualidade (embora analógicas) sem baterias, lentes com valor de um carro popular, arranhadas, quebradas... Tudo isso entregue às traças.

Mas mesmo assim ainda há aqueles com uma pontinha de boa vontade. Monitor que leva os alunos para a rua, professor que paga a revelação com o dinheiro do próprio bolso, que empresta a câmera que levou anos pra comprar... e por ai vai, até que não dê mais.

Acabo de sair da disciplina de Telejornalismo II, e a intenção do professor foi a melhor possível. Porém a tentativa de realizar um piloto de telejornal nos deu boas doses de estresse, dor de cabeça e decepção. Ilhas de edição sempre ocupadas, às vezes quebradas, o trabalho se acumulando e os alunos se frustrando. E o professor, coitado, de mãos atadas.

E as monografias então? Dia desses, meu orientador comentou que nossos projetos (do grupo de pesquisa ao qual eu faço parte) são bem interessantes perto dos que habitam o arquivo do Departamento de Comunicação. É só vendo pra crer. Como, em um curso de comunicação SOCIAL não se desenvolve algo que beneficie uma comunidade? Sorte eu ter o orientador que eu tenho, aposto que se meu projeto não valesse nada ele já teria me falado, pra acabar logo com a minha ilusão. "Bruna, essa tema é horrivel, você pode fazer algo melhor" (Não com essas palavras, mas ele diria!)

Diante dos fatos, eu pergunto: como será a atuação da UFRR no Intercom ano que vem? O que apresentar? O desânimo de estudantes do 7º semestre? Pois é só o que há.

Que a Atual compense nossas falhas. Amém.


segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Au revoir, tout le monde

Pra começar, não sei escrever carta de adeus. Então vou ser curto e grosso, igual a coice de preá.

Eu tenho sonhos, planos, anseios, desejos. Eu tenho ídolos.
Mais do que isso, tenho amores e paixões.
Pode parecer utópico, melancólico. E é.
Eu ainda acredito no jornalismo. Ainda acredito no jornalista e sei que ele vale mais que um punhado de moedas e dois dedos de cachaça.

Sempre me disseram que só idiotas respondem a uma pergunta com outra pergunta. Mas antes que se perguntem o que o jornalismo fez por vocês, eu lhes respondo com outra pergunta: o que fizeram vocês pelo jornalismo?

Que fique clara uma coisa: depois da minha namorada, meu grande amor é a publicidade. Mas o jornalismo é hobby, quase paixão. E o que eu jugo ser jornalismo e jornalista já não é o que todos aqui julgam. Então, na surdina, eu pego meu banquinho e saio de mansinho.

Aos que ficam, boa sorte gente. Continuem sendo pessoas decentes sem enfiar dinheiro nas cuecas nem superfaturar compras de aviões.
Eu adorei esse projeto, apostei minhas fichas desde o começo e tenho certeza de que o blog ainda vai decolar.

Aos que lêem, continuem lendo. Oras.

Ainda vou conseguir conciliar duas faculdades, dois empregos, um blog e fazer algo pelo jornalismo e pela minha comunidade. Sendo assim, brevemente espero contar com vocês no meu blog.

Beijos do Floquito.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Anotar é preciso

Logo começam as aulas na UFRR e já comprei meu caderno. Não que eu vá anotar cada pio do professor em sala - o que nunca fui habituado a fazer. Mas ter anotações relevantes a diversos assuntos é algo a ser cogitado.

"Sovaco ilustrado" foi o primeiro apelido dado ao Lúcio Flávio Pinto (continuem a guardar esse nome) na redação do diário A Província do Pará, em 1966, por andar pra cima e pra baixo fazendo anotações em seu caderno, o que não era comum aos jornalistas daqueles tempos. Apelido logo mudado para Toynbee, depois do seu primeiro furo de reportagem, ainda em 66: uma entrevista exclusiva com o inglês Arnold Toynbee, até então o maior historiador na época.
Coincidência ou não, Lúcio Flávio hoje é ícone quando se fala de jornalismo independente. Talvez pelo talento nato, talvez pelo conhecimento amplo e diverso, talvez pelos caderninhos que coleciona há mais de quarenta anos.

Anotar por anotar qualquer um anota. Anotar pra arquivar, relembrar e fazer uso da "informação de ontem" na formação da "informação de amanhã" são outros quinhentos.
Não tenho um décimo da capacidade do dito cujo. Mas nem por isso vou ser um péssimo jornalista, como muitos dos nossos conterrâneos auto-intitulados comunicadores.

Dias atrás presenciei um furo de reportagem dos menos esperados: um prédio antigo desabara, numa esquina muito movimentada de Belém. Pensei dois segundos e, com a câmera na mão, achei melhor guardar a imagem na memória - da minha cabeça, não da máquina.
Minutos depois chegava ao local uma equipe do jornal O Liberal.
Aí meus caroços de tucumã gritaram em uníssono: eu não nasci pro jornalismo!
Bem que eu podia ter, ao menos, dado entrevista como testemunha ocular, mas nem isso! Nem isso. Agora tanto faz. Não fotografei. Apenas olhei. E só olhar, nesse mundo canibal que é a comunicação, vale menos que dois dedos de cachaça.

Anoto agora que comprei meu caderno azul. Como anotarei tantas outras informações hoje julgadas inúteis, mas que talvez contribuam como fonte de consulta para a informação de amanhã. Seja no Diário do Sacolejo ou na Gazeta do Truarú.
Como não tenho memória de elefante - estuprando Fernando Pessoa - anotar é preciso!



Post scriptum:

I- Editor fracassado procura pessoas alfabetizadas, de ambos os sexos, entre 12 e 120 anos, com disponibilidade de raciocínio, reflexão e opinião sobre cultura, política, jornalismo, televisão, publicidade, cinema, esporte, culinária, horóscopo ou qualquer outro assunto inútil, interessados em contribuir com zine de veiculação local e quinzenal. Aos que acreditam na utópica liberdade de expressão, contactar o endereço virtual csantos@rediffmail.com

II- Interessados em contribuir financeiramente com a cópia dos originais serão igualmente agradecidos.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Ao vivo, da Mangueirolândia

Acabo de entrar nos últimos vinte dias das minhas longas férias, ainda na ressaca do "jornalístico" Intercom que ocorreu no mês passado, mas, já que sou jornalesmo, nada melhor do que press releases requentados.
Falando em press release, esse foi um dos temas bombásticos. Cacetaram - indiretamente - do começo ao fim nossos caros jornalistas roraimenses. Falaram mal das boas notícias mal redigidas e das más notícias bem redigidas, mais ainda das más notícias mal redigidas.
- Hã, Roraima Hoje o quê? Folha de Boa Vista onde?

O digníssimo Lúcio Flávio Pinto (guardem este nome) agora é meu ídolo. Me fez compreender de fato o papel do jornalista na sociedade, sendo dissonante e evitando o óbvio.
Mas, calma, calma gente! Tudo com limites.
Meu professor de sociologia no ensino médio sempre repetia: os extremos são perigosos.

Perigoso mesmo é o atual estado da mídia roraimense. Jornal que vende sangue e informa sem formar. Isso é, quando informa.
Sejamos dissonantes, façamos a diferença. Ou não está na hora de mudar essa palhaçada que alguns ainda ousam chamar jornalismo?!

Post Scriptium:
O Thiago reclama que eu vivo de férias.
De vez em quando ele está certo.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Videozinhos

Um dia desses pipocou um videozinho erótico, feito por um celular, de uma garota (de uma universidade particular) que fazia sexo com o amante.

Sei que o vídeo bombou nas paradas. Descobriu-se que a guria que cavalgava tem por sobrenome Salles, o que virou motivo de gozação por muito tempo: sempre que se queria sacanear com uma mulher, acrescentava-lhe o Salles no nome.

Depois surgiu uma tal de Wilka, aluna de outra faculdade particular. Era mais um vídeo feito com celular onde aparece ela fazendo sexo oral num cara aí (não dá pra ver o rosto dele, só a parte mais importante). Em determinado momento o cumpade goza da cara dela.

Era um jato tão forte e tão longo que, diz a lenda, até hoje ela é cega de um olho.

Daqui a algum tempo Boa Vista será tão famosa quanto Gramado por seu festival de cinema. Mas será festival de filmes eróticos feitos por celulares. Onde serão avaliadas a fotografia (qualidade da imagem), a atuação, cenário (mesmo que seja a suíte presidencial) e melhor direção (a direção pra onde o jato de coisa vai).

Aí pergunta que não quer calar:

Por que não tem videozinho da Federal?

A ( ) Somos tão pobres que não podemos comprar celular com câmera

B ( ) Somos muito inteligentes e não fazemos burrices como essa

C ( ) Somos muito lascados para pagar um motel

D ( ) Não fazemos sexo

domingo, 24 de junho de 2007

Brasil, 2007.

“(os proles) eram oprimidos pelos capitalistas, tinham sido chicoteados e submetidos à fome, as mulheres forçadas a trabalhar nas minas de carvão, as crianças vendidas às fábricas com a idade de seis anos. (...) os proles eram naturalmente inferiores, que deveriam ficar em sujeição, como animais, pela aplicação de algumas regras simples. Pouquíssimo se sabia a respeito dos proles. Não era necessário saber muito. Contanto que continuassem a trabalhar e se reproduzir não tinham importância suas outras atividades. Abandonados a si mesmos, como gado solto nas planuras argentinas, haviam regressado a um modo de vida que lhes parecia natural, uma espécie de tradição ancestral. Nasciam, cresciam nas sarjetas, iam para o trabalho aos doze, atravessavam um breve período de floração da beleza sexual, casavam-se aos vinte, atingiam a maturidade aos trinta, e em geral morriam aos 60. O trabalho físico pesado, o trato da casa e dos filhos, as briguinhas com a vizinhança, o cinema, o futebol, a cerveja e, acima de tudo, o jogo, enchiam-lhe os horizontes. Mantê-los sob controle não era difícil (...) Não era desejável que os proles tivessem sentimentos políticos definidos. Tudo o que lhes exigia era uma espécie de patriotismo primitivo ao qual se podia apelar sempre que fosse necessário levá-los a aceitar ações menores ou maior expediente de trabalho (...) Havia enorme criminalidade em Londres, todo um mundo subterrâneo de ladrões, bandidos, prostitutas, vendedores de narcóticos e contraventores de todo o tipo; mas como tudo se passava entre os próprios proles, não tinha importância. (...) A promiscuidade não era punida; e o divórcio era permitido. Nesse particular, até a adoração religiosa teria sido permitida se os proles demonstrassem algum sintoma de deseja-la ou dela carecerem (...) Como dizia o lema do partido: “Os proles e os animais são livres”.


Mil Novecentos e Oitenta e Quatro (1984) – George Orwell, pg. 70/71

O livro publicado em 1948 retrata a sociedade britânica no ano de 1984, uma sociedade reprimida pelo totalitarismo, que desconhece a democracia, têm os pensamentos e até o passado controlado pelo Estado, não têm cultura, nem privacidade, onde “liberdade é escravidão”.
Impressionante como esse fragmento, quase como um presságio, revela características bem familiares pra todos nós. Felizmente, creio eu, você leitor não se encaixa nesse perfil (dos proles).
Mas é inegável que a grande maioria dos brasileiros se assemelhem a essa descrição. Em um país que se orgulha da multiplicidade de raças, da liberdade de expressão, da alegria de seu povo que camufla a verdadeira omissão do Estado. Omissão e manipulação de uma massa de ignorantes, de necessitados... Um Estado que inutiliza por séculos uma nação, sem forças mínimas pra mudar o rumo de suas vidas.

A capacidade de um livro com mais de 50 anos nos ser útil nos "novos tempos", e poder ainda gerar especulações e reflexões sobre nossas vidas, só poderia mesmo ser encontrada em um grande clássico. E mesmo com toda essa onda de comparações, sobre a sociedade e más ações do Estado, me dando a sensação de ser mais um inútil que nada pode fazer para reverte-las... é um prazer ler um clássico. E sempre há de ser.

terça-feira, 19 de junho de 2007

=]

Oi! Você vem sempre aqui?

Continua vindo...
Um dia, alguem atualiza isso.

sexta-feira, 8 de junho de 2007


O que você acha que esta nuvem significa?


Segundo o João Paulo, é o espírito do Totó dando adeus;

Já eu, acho que é uma nuvem de paz indicando a libertação do Estado;

Já para outras pessoa, é um indício de que o bichinho vai voltar mais forte e viril, até ficar rouco e corcunda, igual o falecido Papa, com as mãos trêmulas e voz embargada "Povo do Pintolândia, vote em mim".
Alguem tem outra explicação?
Ps: Só pra constar, a Família Portela estava atrás de mim, acompanhando a procissão, no momento em que tirei esta foto! Seria a nuvem da vingança?







segunda-feira, 4 de junho de 2007

Perfil dos Estudantes de Jornalismo - UFRR

*Por Bruna Castelo Branco

  • Falantes, têm sempre uma opinião para oferecer (que bom!)
  • Diferenciam-se pela espontaneidade, e falta total de cerimônia pra falar de qualquer assunto, falam alto e se destacam dos outros estudantes do bloco I (fazem muito barulho);
  • Nas rodinhas, rola todo assunto, mas sexo é o preferido entre eles;
  • São conhecidos por serem festeiros, o que nem sempre é verdade;
  • Adoram contestar o óbvio, o trivial. E mal sabem eles que acabam caindo em um estereótipo;
  • Nos primeiros meses de curso, freqüentam a biblioteca do campus, lêem Nietzche, Maquiavel. E entregam todos os trabalhos em dia;
  • Dizem que gostam de ler, e que esta é uma das razões que os levaram a escolher o curso, mas o tempo prova que alguns mentiram ao dizer isto;
  • São envolvidos com a arte, o que é muito interessante, há músicos, desenhistas, atores de teatro;
  • Se assustam com a tal da semiótica! Uns a amam, outros a odeiam! Indiferença não existe quando se fala da danada;
  • São alternativos, assumem um visual diferenciado. Algumas das meninas optam por fazer do bloco I uma passarela de desfile de moda;
  • São antenados, estão sempre atualizados sobres a novidades locais, principalmente quando isso envolve vídeos pornôs amadores, que circulam pela web. Conhecem as personagens, comentam a repercussão dos vídeos e etc;
  • A partir do 3º semestre, abominam os meios de comunicação. Passam a ter uma antipatia pela cultura de massa (efeito da disciplina “Teorias da Comunicação”);
  • O sonho da maioria deles é ser aprovado em um concurso público, isto porque já tiveram a desagradável experiência de estagiar em um veículo de comunicação, ou assessoria;
  • Trocam a aula por uma mesa de bar, ou um lanche na praça Ayrton Senna;
  • Reclamam da falta de interatividade entre as turmas, mas não se sentem à vontade para compartilhar reuniões e confraternizações extra classes. As festas raramente acontecem, e quando acontecem, reúnem poucos gatos pingados (na verdade, os que sabem mesmo se divertir);
  • Nos últimos semestres sentem uma profunda angústia, pelo tempo perdido e por todas as ilusões que a UFRR quebrou com as deficiências do sistema, o desmazelo dos professores, a falta de recursos e a insatisfação deixada pelo ensino público brasileiro;
  • Não estudam para as provas, não freqüentam a biblioteca há meses, não entregam os trabalhos e pensam como vão sobreviver a monografia;
  • Não ligam ser serão reprovados e se o curso vai atrasar. “um semestre a mais, um semestre a menos nessa merda é lucro”;
  • Se divertem contando os causos da vida de jornalista, falando mal dos professores e dos grandes expemplos "de como não ser um jornalista";
  • Não levam projetos a sério, como blogs, que nunca são atualizados;


    Alguém quer contestar?
    À vontade! A idéia é esta!

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Correspondente de guerra

A professora diz, a gente tem que quwstionar. É assim que funciona a coisa. Afinal, somos um povo que tem opinião. Temos que exercer esse lado contestador que há em cada um de nós.
Como por exemplo, quando a professora disse que o repórter, aconteça o que acontecer, tem que dar a notícia, sem se distrair com frivolidades ou pessoas ao redor.
E o indivíduo pergunta algo como:

- Mesmo se o cara for um correspondente de guerra, e levar um tiro que tire metade do rosto, ele tem que dar a notícia não é?

aproveitando que a gozação tá fresquinha. Eis a charge:

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Seguindo a mesma linha

Flora* e Adriele* conversam na praça do bloco I.

Bruna escuta a conversa.

Adriele: - Preciso ir no dentista, meu dente tá entramelando!

Flora: - Tá o quê?!

Adriele: - Entramelando!

Flora: - Isso é filme pornô?!




*Nomes fictícios, qualquer semelhança é mera coincidência.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Da série “A gente tamo falando tanta besteira hoje”.

E durante uma aula de Jornalismo Aplicado I, as paredes da UFRR têm a oportunidade de escutar um maravilhoso diálogo entre alunos brilhantes do 6º período do curso de Comunicação Social:

- Professor Fulano vai embora em agosto! Dessa vez é pra valer!
- Sério? Verdade?
- Sim, vai passar quatro anos em doutorado!
- Que pena!
- Estou chorando desde já!
- Será uma perda irreparável!
- É, tomara que ninguém repare!
- (...)
- (...)
(Explosão de gargalhadas gerais)



E durante outra aula, cuja disciplina será omitida, em meio ao testemunho de um estudante sobre determinada pesquisa:

- E o legal é que eu me identifiquei com Monteiro Lobato, meu estilo de escrever é igual o dele.

E se ouve lá do fundo:

- E tua sobrancelha também. Igualzinha a dele!



E mais esta. Durante a solicitação de um estudo comparado, o professor propõe que os alunos comparem dois filmes, cujos temas sejam semelhantes:

- Pode ser “O bebê de Rosemary” com “O filho de Chucky”?




Mas a campeã de todas...
Professor pede uma sugestão para um nome de reportagem. Cujo enfoque são as oportunidades que se abrem para um universitário que participa do “Desafio Sebrae”:

- Brincadeira Séria?
- Brincadeira de gente grande?
- Do jogo ao sucesso profissional?
- RPG ECONÔMICO?




Dá pra falar sério com esse pessoal?




*******Os nomes dos alunos e professores envolvidos nestes fatos verídicos foram resguardados por segurança pessoal. Das personagens e do blogueiro.

domingo, 13 de maio de 2007

É por essas e outras, que eu odeio esta profissão.

Texto antigo, mas que representa fielmente as peripécias do cotidiano de um estagiário de Jornalismo.


Ano passado, durante a minha estada no Jornal Brasil Norte, minha colega de trabalho comentou que talvez a profissão onde se têm mais histórias engraçadas pra se contar é o jornalismo.
Bom, na época eu não podia afirmar isso de certeza e com tanta propriedade como a Carol, que já estava no jornal há cinco meses do acontecido. Mas depois de um tempo percebi a veracidade do fato.

A minha primeira história engraçada se deu numa manhã do mês de julho; e me fez gargalhar no meio da aula, quando me lembrei de quão imbecil o ser humano se torna, quando tem 2 reportagens pra terminar antes do meio-dia, e são 11:15, e quando está com fome, sono e preocupado com as notas na faculdade... Resultado: sai falando merda por ai!

Durante uma manhã de trabalho, a equipe do jornal recebeu a informação de que um caminhão, aqueles da Coca-cola havia tombado em uma rua, e o acidente estava provocando o maior engarrafamento.

Pra quem mora em Boa Vista, engarrafamento é ponto turístico. A gente imaginou a cena, a própria São Paulo, na hora do rush (escrevi certo?), as buzinas, os guardas enlouquecendo, os curiosos se aglomerando, os folgados pegando os refrigerantes...Pois bem... Chegamos no local, e avistamos o caminhão em perfeitas condições! Estacionado. E o trânsito normal, mais normal impossível! É certo, havia uma movimentação no canto esquerdo da avenida, que eu logo imaginei que se tratava de uma obra da prefeitura, um bueiro interditado, sei lá...

Explicando: O caminhão da Coca-Cola pra evitar uma batida com um carro pequeno, fez um desvio brusco e a carga caiu no chão, várias grades de refrigerante no asfalto espatifaram-se. A movimentação, era dos funcionários da Coca-Cola juntando os últimos vidros intactos da bebida.
O Chico, nosso motorista querido por todos, já bufando de raiva com aquele jeitinho delicado dele, falou:

- Engarrafado? Cadê? Cadê a porra do engarrafamento? Que matéria merda essa hein?

E eu com minha inocente idiotice falei:

- Ô Chico, você não entendeu ainda porque tá o maior engarrafamento? Tá vendo não? Um monte de garrafa no chão... olha aí, TUDO ENGARRAFADO!!!

segunda-feira, 30 de abril de 2007

SALÁRIO MÍNIMO

Ligo pra clínica oftalmológica perguntando o preço da consulta:
- R$ 150,00

Aí eu fiquei pensando "égua, o médico vai só pedir que eu diga o nome das letras e dizer quantos graus eu tenho"
Mas isso custa CENTO E CINQÜENTA REAIS??
Tudo bem que ele passou anos das vida dele estudando e tal. Tem que pagar os funcionários, tem que se pagar, tem que fazer um monte de coisa. Mas então como é que ainda tem gente que insiste em dizer que dá pra sobreviver com salário mínimo (R$ 350,00).
Sobrevive uma ova!
Caramba, só ontem eu parei pra pensar como isso é fora da realidade!
Eu, que não tenho um peixinho pra criar, que não tenho conta pra pagar (exceto o cartão pré-pago do celular) não sobrevivo com um salário mínimo nem a pau..

Se a consulta no oftalmologista custa R$ 150,00 e pra mandar fazer um óculos é R$ 200,00... sobra o quê pra comprar um pastel que seja?
Moral da História: se vc é pobre e tem problema de vista... se fºd&u!

Mas você lembra que para tirar documento é baratinho? O RG é de graça, o CPF é uma mixaria de R$ 4,50. E pra tirar uma carteira de habilitação é só algumas centenas de reais... pffff!! Coisa pouca. A carteira de motorista custa MAIS que um salário mínimo!
Eu sinceramente acho que a CNH é um documento como outro qualquer. Mas o que a torna tããão cara? Queria saber de todos os impostos por trás desses 400/500 reais.
Moral da História: Se você é pobre, por que você quer tanto saber dirigir se nunca vai ter um carro?

Conhecimento de causa viu, gente? Não tô falando pelos outros. Mas até consigo me imaginar "sobrevivendo" com o salário mínimo, "sustentando" uma família.
Que horror.
Aí, inventam algum projeto de cinema comunitário que leva um filme pra ser exibido na periferia com um telão instalado na quadra de uma escola.
Os organizadores se emocionam ao dar a entrevista:
- Oh, eles nunca foram ao cinema antes!
E o cinegrafista enfoca os rostos atentos dos pobres-que-nunca-foram-ao-cinema. Porque aquilo é muito curioso pra nós ricos (note que eu me enquadro como rica também), é muito curioso ver uma pessoa que não sabe o que é cinema. Tadinha...
Mas como!? Se a porra do ingresso tá R$ 14,00 ???

Assim como tem gente que nunca comeu pizza, nunca entrou na internet, nunca experimentou um sushi, nunca nadou numa piscina, e por aí vai.
OK, mas nada disse enche barriga certo? E 350 reais enche?

PS: Esse post-revolta foi por mode a clínica oftalmológica. GENTE EU PRECISO TROCAR DE ÓCULOS!

sexta-feira, 27 de abril de 2007

O futuro da publicidade ou a publicidade do futuro?

[Artigo resultante de uma aula de Redação e Expressão Oral - III mal entendida. A propósito, esse blog tá entrando numa recessão do diabo. Postemos, meus queridos, postemos!]


Que o Big Brother é uma vitrine publicitária, isso é fato. Dos televisores a provas do líder dentro da casa, o branding marketing está inserido. É uma verdadeira avalanche de publicidade “disfarçada”, um fenômeno de marketing capaz de colocar uma marca na memória das pessoas sem exigir que ela interrompa sua diversão.
O BBB pode representar uma geração de atrações que irá salvar a publicidade na televisão. É o product placement ou branded entertainment.
Enquanto o comercial de 30 segundos está encontrando na internet uma nova mídia, uma plataforma que irá salvá-lo da extinção, a publicidade na TV tem cada vez mais necessidade de migrar pra dentro dos programas. Se antes a propaganda, que de tão chata chegou a ser chamada pelos nossos avós de “reclame”, representava separação, interrupção, hoje precisa ser ”atração”. E o tal branded entertainment é exatamente isso: a propaganda embutida no entretenimento.
Algo recorrente atualmente, principalmente em séries americanas, são os roteiristas se reunirem com os departamentos de marketing das empresas para criarem histórias em que o produto ou marca possa ser especialmente encaixado. É consenso também que essa integração precisa ser natural e relevante. Caso contrário, fica parecendo um infomercial e a série/novela/filme perde credibilidade com o espectador.
Muita gente já acha que ninguém mais assiste comercial de TV, e analistas prevêem que em 5 anos 85% da publicidade será branded entertainment e 15% mídias tradicionais.
Enquanto muitos se preocupam com centenas de análises sociais e filosóficas sobre a função de um programa desses na vida dos participantes e espectadores, a Rede Globo e seus parceiros continuam a deleitar-se com sua “máquina de fazer dinheiro”. E pra quem duvida do branded entertainment, vale lembrar que todos os patrocinadores das sete edições do programa renovaram o contrato, num claro sinal de que sim, o investimento milionário dá resultado.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Não é querendo ser chata, mas...

Inventei um novo slogan pro nosso blog.

Jornalesmas.
Porque um post novo demora muuuuuuuiiiitooo!

:D

sábado, 21 de abril de 2007

Bullying: hora de repensar!



Imagine uma figura estranha em sua classe da faculdade.
Um garoto, asiático, aparentemente bizarro, desprovido de atributos físicos, de jeito esquisito, cara de nerd, jeito de falar engraçado, comportamento excêntrico... E totalmente diferente para os padrões de sua cultura ocidental.
Agora, imagine as zoações. Os apelidos, as agressões físicas e verbais, o preconceito em forma de violência. Imagine os momentos de inferno, o ódio reprimido, a insanidade atingindo seu maior grau.
E imagine, esse garoto invadindo o campus com armas... Matando 32 pessoas e deixando 29 pessoas feridas. Imagine o terror, a dor, o sangue, o medo, o desespero.
E imagine, que poderia ser qualquer um... No lugar de vítima ou de assassino.

E reveja seus conceitos em relação à brincadeiras. Tema sua vida, pois eu já estou temendo a minha!

*Bullying: O termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Manual Prático: Como Irritar Políticos, Arrumar Inimizades, e Se Divertir, pt. I

Bom... Um guia básico e prático, direto:

I. Durma mal, há pelo menos, uma noite anterior ao seu feito;
II. Tenha certeza de ter bebido uma tarde inteira com seus colegas (inúteis) de trabalho;
III. Comece a aula em seu campus com o "pé direito", cheirando à referida bebida etílica do número anterior, enquanto seu mestre leciona em sala e você tem discussões sociológicas de como comunistas não contribuem para o futuro da humanidade;
IV. Vá, convidado formalmente, para um evento de importância local, com seus colegas de curso;
V. Observe alguns outros convidados, pegue alguns itens do inventório de comes e bebes do evento, sirva-se e fale de boca cheia;
VI. Comente que a arrumação do tal evento esteja desorganizada, assobie alto para as solenidades presentes, bata palmas e seja observado pela comissão organizadora do mesmo (desaprovadamente, claro!);
VII. Tire comentários acalorados de alguns colegas seus, levando, inclusive, pisões no pés, puxões de orelha, e tentativa de expulsão do local;
VIII. Ria sarcasticamente de métodos de política, palpite alto, aja como um debate de jogo de futebol (de preferência, alto);
IX. Quando a solenidade-mor tiver acabado sua "contribuição em presença", aproxime-se, afaste alguns jornalistas (não recomendado substancialmente, pode acarretar em problemas maiores), e inicie uma calorosa conversa informal com a tal solenidade;
X. Deixe a solenidade-mor constrangida;
XI. Afaste-se (mesmo);
XII. Receba as merecidas críticas e alguns desafetos (essa é a parte ruim, talvez);
XIII. Volte para o seu campus (se tiver), tenha uma outra aula importante, receba mais críticas, dessa vez, de um ou outro jornalista que você tenha empurrado (não disse?) e discuta a relação de "respeito" para com algumas solenidades;
XIV. Seja agredido;
XV. Relaxe, vá para casa, e durma bem.

* O solene clique foi feito por Pafúncio Pinto

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Liberdade x Ética profissional

Nós que estudamos Jornalismo (e meus colegas de blog podem comprovar) estamos cansados daquela velha discussão sobre a liberdade no texto, sobre a tendência mundial da extinção do lead clássico e do surgimento de uma nova linguagem para o jornalismo impresso.

Há até quem diga que o “jornalismo artesanal” das primeiras décadas do século passado pode retornar. Pensando bem, seria interessante surpreender-se com textos bem escritos e ricos em expressividade, nas páginas dos nossos jornais. Porém, os fãs do jornalismo literário, nem podem se dar ao luxo de esperar por isso, quando entram em discussão os valores mercantilistas dessa mudança. Naturalmente, o jornalismo atende às regras do mercado, e definitivamente os ricos textos dos anos áureos do jornalismo, não fazem parte da realidade atual.

Mas quando falamos em liberdade, falamos em quê?
Em textos rebuscados, ou em textos agressivos?

Quando analiso o jornalismo local, me impressiono o quão equivocado é o conceito da palavra liberdade. E me questiono até que ponto essa interpretação de liberdade compromete a ética do jornalista.

“Churrasco Humano”, “Galera do Mal”, “Cheiroso preso roubando perfume”, “Maldita cachaça”, “Abestado”, “Cavalo do cão”
E tantos outros socos no estômago que subestimam a inteligência do leitor e envergonham qualquer jornalista consciente do seu papel na sociedade.
Liberdade de expressão é isso?
Prefiro me manter aprisionada nas grades da perfeição.

E o Gol 1000?

Como bom botafoguense que sou, palpitei antes, apostei seis cervejas. Tirei sarro de quase todos os vascaínos que conheço. Durante o jogo berrei horrores, xinguei a mãe de meio mundo, rezei ave-marias que até então nem chegava a metade. Depois comemorei, ah, e como comemorei. Ainda mais porque ganhei seis cervejas (né não, Brunette? né não, Manuela?). Agora vou dividir as brejas com o Argemiro.
A Bruna, a Manuela e a Branca de Neve devem estar ar-ra-sa-das pelo fracasso do baixinho e a derrota do Vasco. Então, não posso deixar de compadecer-me com a situação.
Já que o gol mil do baixinho não saiu no Maracanã, ao menos no Canarinho ele sai:




Gol 1000 91/92, pneus dianteiro novos, rádio am/fm, tapete de fabrica, estofamento semi-novo, documentação OK, ótimo estado. Aceito terreno no Cambará como troca. Tratar com Cristofer 8111-5279.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Tarja Preta

Sou adepto da teoria da ociosidade e acredito que o melhor a se fazer quando não se tem nada a fazer é continuar fazendo a mesma coisa: nada. Porém, o ócio cansa - e cansa muito.
Minha última observação a respeito dos fenômenos espaciais (que ocorrem no espaço próximo a mim; dois metros de diâmetro) é sobre o significado por trás dos nomes.
Já pensaram como certos nomes deviam ter a especificação científica ao lado? Epaminondas é um belo exemplo.

Epaminondas - grandis generalis tebanus
Pelópidas - amigus de epaminondis


Ou podem se parecer com nomes de remédio!

Clodovil - cervidae politicus anti-constipativus


Esse é tarja preta!

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Da série: Melhores manchetes do jornalismo...


Milhões de abelhas somem sem deixar rastro

O misterioso desaparecimento de milhões de abelhas nos Estados Unidos tem deixado os apicultores do país muito preocupados. O problema já chegou ao Congresso americano, que debaterá nesta quinta-feira a situação do inseto, tido como essencial para o setor agrícola.

O curioso desse fenômeno é que, em muitos casos, não são encontrados "restos mortais" das abelhas. "Historicamente, quando algo afeta os enxames, há muitos insetos mortos", afirmou May Berenbaum, professora de entomologia da Universidade de Illinois.

Outro mistério é que as abelhas operárias fogem deixando para trás a rainha, um comportamento totalmente atípico na espécie. Os primeiros sinais desse problema surgiram pouco depois do Natal, na Flórida, quando os apicultores perceberam que muitas abelhas haviam desaparecido.

Desde então, a síndrome que os especialistas batizaram como Problema do Colapso das Colônias (CCD) reduziu em 25% os enxames do país."Perdemos mais de meio milhão de colônias, com uma população de cerca de 50 mil abelhas", disse Daniel Weaver, presidente da Federação de Apicultores dos Estados Unidos. Segundo ele, o problema atinge 30 dos 50 estados americanos.

Fonte:


O comentário do Postador:

1. ¡Viva la revolución! Vive la France! Vive les abeilles

2. Teria o desaparecimento das abelhas alguma conexão com a crise no setor aéreo brasileiro?

3. Será que o Bush mandou elas para o Iraque?

4. Como as abelhas deixariam rastros... Afinal elas voam!

5. Será que elas foram pro Rio para ver o milésimo gol do Romário?


A critica do postador:
Pronto. Agora até as abelhas já descobriram a greve.

PS: O post anterior (o da descoberta da pílula anti-arroto para vacas) surtiu efeito. A Bruna se comportou direitinho na aula. Nenhum ruído! :D
Obrigado pelos comentários e até a próxima!

Comentário mental

"Feriadão... e a possibilidade de alguem atualizar o Jornalesmas só não é menor do que o Romário conseguir fazer o milésimo gol este ano. Coisa dificil, Cristo!!"
Bruna Lesma