Porto Velho (RO) - Sabe quando parece que vai dar tudo errado e... dá tudo certo? Pois é! Aconteceu comigo.
Fui premiado hoje como o melhor trabalho da Expocom (Exposição da Pesquisa Experimental da Comunicação) do Intercom Norte (Congresso Brasileiro de Comunicação Social - etapa norte), na categoria jornalismo, modalidade documentário em vídeo. sem falsa modéstia, nunca na história desta universidade um acadêmico havia sido premiado por dois anos seguidos no expocom norte.
quem olha assim nem imagina que eu nem iria participar do encontro. foi assim: eu me inscrevi e pedi pra ufrr bancar as passagens. lá pelas tantas fico sabendo que o meu trabalho havia sido recusado. mando e-mails para a organização do intercom perguntando o motivo da não aceitação do trabalho. eles me responderam dizendo que procurariam saber o porquê da desclassificação e me comunicariam. não comunicaram.
com o trabalho recusado desisti de partipar do evento e pedi à ufrr que cancelasse a compra das passagens. e não é que um dia antes de começar o evento, por volta do meio dia, recebo uma mensagem de celular de rondônia do prof. avery dizendo que meu trabalho havia sido aceito e que eu fosse a porto velho. como se fosse simples...
ligo pra organização do intercom em rodonia. eles confirmam que minha apresentação estava prevista na programação. corro desesperado pra comprar passagens do meu bolso (afinal não dava mais tempo de a universidade comprar. burocracia sabe?) só consigo voo em que eu chegaria ao aeroporto de porto velho às 15h15 do último dia de apresentações no expocom.
ligo de novo pra rondonia e conto a história toda. resposta: "vem e quando chegar corre direto pra cá para apresentar o trabalho". fui. no aeroporto de manaus (onde eu teria de esperar umas dez horas pelo avião) por acaso um cara falou pra mim que iria a rondonia num voo mais cedo que o meu. troquei de voo na hora... economizei quatro horas... e de grátis!
chegei a rondonia ao meio dia e apresentei a tarde (depois de um relaxante banho de água fria). foi um sucesso o documentário! pessoal elogiando - pedindo pra copiar. foi pirataria à torta e à direita. no outro dia veio a confirmação: os jurados tb gostaram do vídeo.
moral da história: não desista diante dos obstáculos (por mais supremos que eles pareçam!). eu poderia nem estar aqui e no fim saí com uma premiação. quem sabe no ano que vem não seja vc a receber o prêmio?
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domingo, 21 de junho de 2009
domingo, 14 de setembro de 2008
Fui a Natal, mas não vi Papai Noel!
Extra! Extra!
Entrei pra história!
Sou a primeira lesma a participar de um congresso nacional de comunicação!
Foi em Natal – RN! Não encontrei Papai Noel! Talvez porque era setembro (e não dezembro...), mas tirei foto com José Marques de Melo (que atualmente tb é um bom velhinho...). Será que Marques de Melo é o Papai Noel?
Enfim, eles não têm certeza se Roraima existe (nem o Acre. Ah, o destino... encontraram justamente um roraimense que já esteve em terras acreanas)! Há quem ache que Oiapoque (Amapá) fique em Roraima. Mas tudo bem! Minha cabeça de lesma não decorou todas as capitais brasileiras.
Sabia que encontrei lesmas de verdade por lá? É sério! Rastejando pelas paredes! Pena não tê-las fotografado...
Mas a moral da história é que minha participação no Intercom Nacional foi graças a um trabalho feito para uma disciplina da Shirleide. É verdade! O grupo fez (por preguiça – coisa de lesma!) um programa de rádio. O trabalho acabou vencedor no Intercom Norte 2008 e foi minha porta de entrada para o Intercom de Natal.
Então, crianças, mexam esses traseiros gordos, esforcem-se, produzam e se inscrevam no Intercom.
Ah! E a UFRN tem uma TV, uma rádio FM e uma agência de notícias.
No total são 40 jornalistas. Só na TV são 12 repórteres estagiários! É mole ou quer mais?
E eu ainda tive a coragem de dizer que sou o único jornalista da TV Universitária de Roraima...
Avante, lesmas, temos um longo caminho a percorrer...
Entrei pra história!
Sou a primeira lesma a participar de um congresso nacional de comunicação!
Foi em Natal – RN! Não encontrei Papai Noel! Talvez porque era setembro (e não dezembro...), mas tirei foto com José Marques de Melo (que atualmente tb é um bom velhinho...). Será que Marques de Melo é o Papai Noel?
Enfim, eles não têm certeza se Roraima existe (nem o Acre. Ah, o destino... encontraram justamente um roraimense que já esteve em terras acreanas)! Há quem ache que Oiapoque (Amapá) fique em Roraima. Mas tudo bem! Minha cabeça de lesma não decorou todas as capitais brasileiras.
Sabia que encontrei lesmas de verdade por lá? É sério! Rastejando pelas paredes! Pena não tê-las fotografado...
Mas a moral da história é que minha participação no Intercom Nacional foi graças a um trabalho feito para uma disciplina da Shirleide. É verdade! O grupo fez (por preguiça – coisa de lesma!) um programa de rádio. O trabalho acabou vencedor no Intercom Norte 2008 e foi minha porta de entrada para o Intercom de Natal.
Então, crianças, mexam esses traseiros gordos, esforcem-se, produzam e se inscrevam no Intercom.
Ah! E a UFRN tem uma TV, uma rádio FM e uma agência de notícias.
No total são 40 jornalistas. Só na TV são 12 repórteres estagiários! É mole ou quer mais?
E eu ainda tive a coragem de dizer que sou o único jornalista da TV Universitária de Roraima...
Avante, lesmas, temos um longo caminho a percorrer...
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Intercom 2008.
Depois de um tempo ausente, retorno a casa.
O sumiço não tem explicação nenhuma, apenas saí de férias. Férias do blog, pois nem pus os pés fora de casa nesse tempo.
O bom é que o tempo dá uma freada nas emoções e nas paixões (ou na falta delas, como é meu caso), e nos torna serenos outra vez, até que outro ataque súbito de nervos venha a acontecer.
O sumiço não tem explicação nenhuma, apenas saí de férias. Férias do blog, pois nem pus os pés fora de casa nesse tempo.
O bom é que o tempo dá uma freada nas emoções e nas paixões (ou na falta delas, como é meu caso), e nos torna serenos outra vez, até que outro ataque súbito de nervos venha a acontecer.
Esses dias estou lendo O Pasquim –Antologia – 1969 a 1971, e não sei como classificar os textos. Não é fácil achar uma definição, do que é crônica, artigo, reportagem... Só se diferenciam as entrevistas, que o contrário do que vemos nos semanários atuais, são maravilhosas e repletas de essência (entenda ‘sem cortes’).
O Pasquim, feito por algumas mais-de-meia-dúzia de mentes brilhantes, é uma lição do que é Liberdade de Imprensa. Em meio a uma ditadura militar surge uma revista independente, cuja inteligência e a indignação contra o Governo, foi o único elo entre os seus criadores. Vai ver é por isso que durou tanto tempo: eles souberam conviver com as opiniões díspares e fizeram acontecer o maior símbolo do jornalismo independente no Brasil. Muito bom, recomendo. Procurem nas livrarias ou esperem eu terminar de ler o meu.
Mas não é do Jornalismo que eu gostaria de falar.
É da escola de jornalismo macuxi, essa que me assusta.
Durante o Intercom, evento que aconteceu em Belém-PA no mês de junho, acompanhei o blog do mestre Avery, jornalista roraimense (muito bom, por sinal). E fiquei realmente preocupada com a próxima edição do encontro. Boa Vista vai sediar o Intercom 2008.
Mas quem está nos bastidores de como a coisa funciona na UFRR, duvida que esta tenha algo aproveitável a apresentar no evento. Garanto que falta de vontade dos alunos, não é. Alguns professores até tentam, mas a grande maioria permanece na preguiça mental.
E não é só isso, há um descaso exacerbado da reitoria com o curso.
No ultimo semestre minha turma de FotoJornalismo II descobriu a existência de 3 máquinas reveladoras, no valor de R$ 80 mil cada (segundo a pessoa que nos mostrou), jogadas ao relento, na sala quente e abafada que chamam de Laboratório de Fotojornalismo. Segundo a professora responsável pela disciplina, as máquinas já caíram no desuso a muito tempo, são obsoletas. É importante saber que as tais máquinas nunca foram usadas pelos estudantes. Isto porque pra usá-las seria necessário o auxílio de um laboratorialista, profissional adequado para manejar substâncias químicas, que o Departamento de Comunicação não tem autorização para contratar. E creio eu, nunca terá.
Os armários guardam soluções reveladoras com prazo de validade vencida, Câmeras de altíssima qualidade (embora analógicas) sem baterias, lentes com valor de um carro popular, arranhadas, quebradas... Tudo isso entregue às traças.
Mas mesmo assim ainda há aqueles com uma pontinha de boa vontade. Monitor que leva os alunos para a rua, professor que paga a revelação com o dinheiro do próprio bolso, que empresta a câmera que levou anos pra comprar... e por ai vai, até que não dê mais.
Acabo de sair da disciplina de Telejornalismo II, e a intenção do professor foi a melhor possível. Porém a tentativa de realizar um piloto de telejornal nos deu boas doses de estresse, dor de cabeça e decepção. Ilhas de edição sempre ocupadas, às vezes quebradas, o trabalho se acumulando e os alunos se frustrando. E o professor, coitado, de mãos atadas.
E as monografias então? Dia desses, meu orientador comentou que nossos projetos (do grupo de pesquisa ao qual eu faço parte) são bem interessantes perto dos que habitam o arquivo do Departamento de Comunicação. É só vendo pra crer. Como, em um curso de comunicação SOCIAL não se desenvolve algo que beneficie uma comunidade? Sorte eu ter o orientador que eu tenho, aposto que se meu projeto não valesse nada ele já teria me falado, pra acabar logo com a minha ilusão. "Bruna, essa tema é horrivel, você pode fazer algo melhor" (Não com essas palavras, mas ele diria!)
Diante dos fatos, eu pergunto: como será a atuação da UFRR no Intercom ano que vem? O que apresentar? O desânimo de estudantes do 7º semestre? Pois é só o que há.
Que a Atual compense nossas falhas. Amém.
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