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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Uma lesma na Conferência Nacional de Comunicação

"Nunca na história deste País" uma lesma havia participado de uma conferência nacional de Comunicação. Tudo bem que "nunca na história deste País" havia sido realizada uma conferência nacional de Comunicação. Mas, vá lá. O registro está feito. E eu fui!

Em Brasília, discutimos (e muito!), vaiamos o ministro das Comunicações e alguns (muitos!) aplaudiram o Lula. Outros (a grande mídia) simplesmente fugiram do debate (afinal, quem tem..., tem medo).

Entre os participantes da conferência houve pelos menos um ponto de consenso: não estamos satisfeitos com a Comunicação (políticas de concessões públicas, conteúdo das programações, democratização dos meios) que "ora vigora neste País".

Esperamos que a conferência provoque mudanças. E se assim for, poderemos dizer que um representante do Jornalesmas contribuiu com isso.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Intercom 2008.

Depois de um tempo ausente, retorno a casa.
O sumiço não tem explicação nenhuma, apenas saí de férias. Férias do blog, pois nem pus os pés fora de casa nesse tempo.
O bom é que o tempo dá uma freada nas emoções e nas paixões (ou na falta delas, como é meu caso), e nos torna serenos outra vez, até que outro ataque súbito de nervos venha a acontecer.

Esses dias estou lendo O Pasquim –Antologia – 1969 a 1971, e não sei como classificar os textos. Não é fácil achar uma definição, do que é crônica, artigo, reportagem... Só se diferenciam as entrevistas, que o contrário do que vemos nos semanários atuais, são maravilhosas e repletas de essência (entenda ‘sem cortes’).

O Pasquim, feito por algumas mais-de-meia-dúzia de mentes brilhantes, é uma lição do que é Liberdade de Imprensa. Em meio a uma ditadura militar surge uma revista independente, cuja inteligência e a indignação contra o Governo, foi o único elo entre os seus criadores. Vai ver é por isso que durou tanto tempo: eles souberam conviver com as opiniões díspares e fizeram acontecer o maior símbolo do jornalismo independente no Brasil. Muito bom, recomendo. Procurem nas livrarias ou esperem eu terminar de ler o meu.

Mas não é do Jornalismo que eu gostaria de falar.
É da escola de jornalismo macuxi, essa que me assusta.

Durante o Intercom, evento que aconteceu em Belém-PA no mês de junho, acompanhei o blog do mestre Avery, jornalista roraimense (muito bom, por sinal). E fiquei realmente preocupada com a próxima edição do encontro. Boa Vista vai sediar o Intercom 2008.

Mas quem está nos bastidores de como a coisa funciona na UFRR, duvida que esta tenha algo aproveitável a apresentar no evento. Garanto que falta de vontade dos alunos, não é. Alguns professores até tentam, mas a grande maioria permanece na preguiça mental.

E não é só isso, há um descaso exacerbado da reitoria com o curso.

No ultimo semestre minha turma de FotoJornalismo II descobriu a existência de 3 máquinas reveladoras, no valor de R$ 80 mil cada (segundo a pessoa que nos mostrou), jogadas ao relento, na sala quente e abafada que chamam de Laboratório de Fotojornalismo. Segundo a professora responsável pela disciplina, as máquinas já caíram no desuso a muito tempo, são obsoletas. É importante saber que as tais máquinas nunca foram usadas pelos estudantes. Isto porque pra usá-las seria necessário o auxílio de um laboratorialista, profissional adequado para manejar substâncias químicas, que o Departamento de Comunicação não tem autorização para contratar. E creio eu, nunca terá.

Os armários guardam soluções reveladoras com prazo de validade vencida, Câmeras de altíssima qualidade (embora analógicas) sem baterias, lentes com valor de um carro popular, arranhadas, quebradas... Tudo isso entregue às traças.

Mas mesmo assim ainda há aqueles com uma pontinha de boa vontade. Monitor que leva os alunos para a rua, professor que paga a revelação com o dinheiro do próprio bolso, que empresta a câmera que levou anos pra comprar... e por ai vai, até que não dê mais.

Acabo de sair da disciplina de Telejornalismo II, e a intenção do professor foi a melhor possível. Porém a tentativa de realizar um piloto de telejornal nos deu boas doses de estresse, dor de cabeça e decepção. Ilhas de edição sempre ocupadas, às vezes quebradas, o trabalho se acumulando e os alunos se frustrando. E o professor, coitado, de mãos atadas.

E as monografias então? Dia desses, meu orientador comentou que nossos projetos (do grupo de pesquisa ao qual eu faço parte) são bem interessantes perto dos que habitam o arquivo do Departamento de Comunicação. É só vendo pra crer. Como, em um curso de comunicação SOCIAL não se desenvolve algo que beneficie uma comunidade? Sorte eu ter o orientador que eu tenho, aposto que se meu projeto não valesse nada ele já teria me falado, pra acabar logo com a minha ilusão. "Bruna, essa tema é horrivel, você pode fazer algo melhor" (Não com essas palavras, mas ele diria!)

Diante dos fatos, eu pergunto: como será a atuação da UFRR no Intercom ano que vem? O que apresentar? O desânimo de estudantes do 7º semestre? Pois é só o que há.

Que a Atual compense nossas falhas. Amém.