terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O flanelinha de hoje é o jornalista de ontem?

















Olá amigos!

Já sei o que vão dizer: - Olha só quem resolveu aparecer!

E desde já, peço desculpas pelo sumiço (como sempre vou culpar o excesso de trabalho).

Mas lendo nosso blog não poderia deixar de postar sobre uma cena que me deixou intrigado durante alguns dias e que voltou à tona depois de ler o post da Bruna. Ela escreveu que os "best" acadêmicos de jornalismo, estavam procurando outras atividades que não a nossa célebre profissão.

Então sem enrolações, vamos ao fato. Outra noite, estava eu sentado em meu carro estacionado em frente a um grande hipermercado de nossa cidade (sem merchan, por favor). A minha estada ali tinha dois motivos:

1º Eu detesto ficar zanzando dentro de supermercados.
2º Eu preferi economizar uns trocados e vigiar meu próprio carro.


Então, sem mais o que fazer, principiei a observar um jovem empresário do ramo de "Segurança de veículos automotores" em plena atividade.
O rapaz, detentor de um riquíssimo vocabulário (sério, galera!) de fazer inveja a muitos, dentre alguns bons negócios, mandou exatamente essa para um de seus clientes:

"Oi patrão! Olha, eu cuidei perfeitamente do seu veículo. Nenhum indivíduo ameaçou a integridade física de seu carro".

Vocês, de certo, devem imaginar a minha cara...

Olha, isso me fez refletir acerca do mundo profissional e uma coisa é certa: Faça o que você fizer, trabalhe no que trabalhar, você precisa ter um "algo a mais", precisa ter diferenciais.

Se aquele flanelinha especializou-se no seu ramo de atividade eu não sei. Mas que ele pode ter sido um dos tais "ex-acadêmicos" a que a Bruna se referiu, ah! quem sabe?

Então fica a pergunta:

O flanelinha de hoje é o jornalista de ontem???

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Viagem ao centro da terra de Chico Mendes – um apêndice sobre pegadas de um jornalesma deixadas na Bolívia

E a aventura do nosso intrépido correspondente-lesma finalmente chega ao fim. E com status de missão internacional.
Sim, caros leitores deste jornalêsmico blog! Lá estava a fronteira de nossos hermanos bolivianos convidando-nos para uma visita!
E do Acre à Bolívia foi um salto, quer dizer, alguns passos. Não! O caro internauta não leu errado: nossa travessia Brasil-Bolívia foi feita a pé enxuto! Conseguimos atravessar com sucesso a pequena ponte (que mais parece uma escultura futurista com seus cabos de aço suspensos) que liga os dois países!
Cobija (a cidade fronteiriça) é a Santa Elena boliviana. Alguns empresários informais (sacoleiros) acreanos compram produtos lá para revender em Rio Branco (capital do Acre). Vale a pena! Encontrei artigos eletro-eletrônicos com a metade do preço de Boa Vista. Mas juro: não os revendi... O interessante é que foi possível voltar a pé com duas sacolas entupidas de compras para as terras tupiniquins sem nem mesmo ser abordado na fronteira.

Curiosidade: para mostrar que uma loja está fechada, aqui no Brasil, nós trancamos a porta e colocamos na parte de fora uma placa com o aviso: FECHADO. Já os bolivianos deixam a porta aberta e colocam uma cadeira escorada na porta impedindo a passagem. O impressionante é que ninguém entra!


Mas não posso concluir este relato sem falar sobre as regras de trânsito de nossos hermanos. Não sei se é no país todo ou só em Cobija. Só sei que lá é proibido andar de moto COM capacete. Exatamente o inverso do código de trânsito brasileiro. A justificativa é que um motociclista de capacete matou a tiros o Juiz da cidade tempos atrás. Até hoje ninguém sabe quem é o culpado. A proibição gera situações dignas de serem observadas: os brasileiros, após atravessarem a fronteira de moto, transformam o capacete em protetor de cotovelo (ver foto abaixo)! Fazer o quê! São as leis!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Lá pelo primeiro semestre, numa brincadeira de Verdade ou Conseqüência, perguntaram para o Sascha por que ele escolheu jornalismo. Ele disse que, como o Clark Kent era jornalista (e nas horas vagas era o Super-Homem) e o Peter Paker era Fotojornalista (além de Homem-Aranha), ele se sentiu inspirado para fazer esse curso que parecia ser no mínimo emocionante.

É lindo isso, na verdade. É que nem quando perguntam pra gente no primeiro dia de aula - naquelas dinâmicas de apresentação - por que escolhemos fazer o vestibular de Comunicação Social e o que esperamos do curso.
Só o que se constata é que ninguém sabe ao certo o que é aquilo onde se meteu:
- Ah, escolhi comunicação porque sou muito comunicativa - respondeu uma doida.
- Porque eu adoro ler - disse a outra
- Porque eu adoro falar
- Porque eu adoro fotografia
- Porque eu adoro escrever
- Sempre quis fazer tevê
- Sou muito ligado nas coisas
Conseguiram perceber a utopia?
Os motivos são vagos. O meu próprio motivo foi vago... mas fui sincera:
- Eu precisava passar em algum vestibular ou minha mãe me matava! - a segunda parte eu omiti - eu ia me inscrever para Letras mas disseram que o vestibular de Comunicação era mais fácil de passar.

Mas aí o curso começa e demoramos um pouco para acreditar que o que o trote já acabou.
Percebi que muita gente estava fazendo duas faculdades e ao serem questionadas sobre isso, respostas parecidas:
- A outra faculdade é para trabalhar e como hobby, o jornalismo.
Pois bem, baseando-me nas respostas do primeiro dia de aula e a resposta acima, posso concluir que ninguém encara jornalismo como profissão, mas hobby.
Ainda não vi alguém ser dentista nas horas vagas ou ser advogado só nos fins de semana. Será que alguém pode ser médico somente à noite?
Então por que jornalismo tem que ser hobby?
Na verdade a gente se imagina escrevendo artigos polêmicos e inteligentes assinando como jornalista, porque se você é jornalista você forma opinião, não é? (outra mentira que a gente fica repetindo a cada semestre).

Mas a gota d'água foi mandarem o pobre do professor substituto das aulas de fotografia.
Gente! Ele não sabia ligar a máquina! Nem ele acreditava no que tava dizendo, PORQUE ELE NÃO SABIA! Ele não tinha certeza de nada! Mandou o Tana (um aluno, que é também um fotógrafo) dar aulas no lugar dele.
E ter de ver o professor perdidaço toda semana, mendigando informações do Tana, me dava arrepios.
Que porra é essa?
Aí a doida da menina diz na metade do semestre:
- Tudo o que eu aprendi nessa aula... é que a gente não deve cortar a cabeça das pessoas quando for fotografar! - e claro seguido de um riso astuto e bocó ao mesmo tempo. - nem sei o que é esse tal de obturador... ou pra que serve o diafragma da máquina! Basta saber ligar!
Claro, depois disso nunca mais dei as caras naquela aula. Depois de um mês sem dar o ar da minha graça, descubro que o professor está disposto a me aprovar desde que eu faça um trabalhinho.
Lógico! Depois de simplesmente desaparecer e ter perdido TODAS as "aulas" desde a saída, depois de não ter feito mais nenhum trabalho! Descubro que há a possibilidade de eu passar! MESMO SEM SABER A MATÉRIA!
Desnecessário dizer que depois disso desapareci foi da faculdade.


Momento lazer:

VOCÊ SABIA

Que a Faculdade Atual usa a seguinte descrição do curso de jornalismo no site da instituição?

Depois que os Siegel e Shuster criaram o Super-Homem, em 1933, e decidiram que a outra identidade do super-herói seria o repórter Clark Kent, ficou difícil tirar dessa profissão o estigma da aventura, da defesa do cidadão e da sociedade. Na vida real, essa imagem tem um pouco de verdade. O jornalista é, certamente, um agente social importante, pois seu trabalho inclui a investigação de fatos com forte efeito na vida das pessoas e do país.

Comentário: Ah, tá.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O jornalismo precisa de vocês.

Quer ver uma coisa engraçada?
O curso de Jornalismo da UFRR.

Sabe aqueles alunos mais brilhantes? Aqueles que enchem a gente de orgulho? Aqueles que a gente aposta que serão os novos Caco’s Barcellos da geração atual?
Eles são os primeiros a pular do barco em movimento.

E pra quem duvida, converse com alguns dos integrantes do Blog.
Eu tomo um susto a cada dia. A Cora desistiu de jornalismo vai ser arquiteta. A Elânia me assustou mais ainda, quando resolveu se aventurar pelos caminhos da justiça e cursar Direito. Cristofer, como já era de se esperar, resolveu continuar com a Publicidade. Willame, há um semestre de concluir Comunicação Social tem estampado em letras garrafais “JORNALISMO?” como porta de entrada do seu perfil no orkut.

Meu Deus! Agora tudo faz sentido!Agora entendo a existência de Roraima Hoje’S e Mete Bronca’S no mundo. Entendo porque o jornalismo é tão covarde, sem ética, sem moral, sem escrúpulos... porque os melhores acabam deixando tudo pra lá, saindo fora enquanto há tempo, enquanto não se corrompem...
Mas como toda regra há uma exceção, sobrou o Aldenor pra contar a história deles. Dos melhores. Dos guerreiros.
Parem com isso! Não me abandonem!!! Refaçam suas matrículas e vamos mudar o mundo! ¬¬
Tudo bem, sem forçar!



A única coisa que me conforta é que a Brescia decidiu presentear o DF voltando a estudar Jornalismo.


A minha falta de prática na escrita é latente, não?

domingo, 16 de dezembro de 2007

Viagem ao centro da terra de Chico Mendes - parte 2

Voltei (a postar)! E voltei do Acre também (são e salvo! Viu, Bruna!)

Bem, foram milhares de pedidos para que nosso intrépido correspondente-lesma continuasse a contar sua aventura nas terras acreanas. Então, vamos lá (mas, se vc quiser, pode continuar onde está!)

É bem ali!
A expressão acreana acima, que vem sempre acompanhada de um gesto do interlocutor (o de estender o lábio inferior apontado a direção do local mencionado), corresponde a uma nossa: o “é bem aí”. O significado é o mesmo: se prepara, que vc vai andar muuuuuuuuuuuuuito!
E a origem é semelhante: pessoas que andavam que só a pé! Lá, era o seringueiro; aqui, o índio.

Maior viagem
Apesar de ser “bem aí”, chegar ao Acre não é tão fácil. Não há linhas de ônibus (até porque as estradas estão intrafegáveis) e o único vôo direto pra lá (pasmem!) passa por Brasília - e é muito mais caro, é claro! A saída é comprar dois trechos separados, Boa Vista – Manaus e Manaus – Rio Branco, e esperar durante oito horas no aeroporto da capital amazonense. O pior é que uma passagem pra Rio Branco saindo daqui custa quase o mesmo que pra região sudeste. Pode?!

A situação é clara
Em Roraima, o governador continua sendo do PSDB e o PT é oposição ao Governo do Estado, que por sua vez, é oposição ao Governo Federal, comandado pelo PT. No acre, o governador e o prefeito são do PT. Assim, lá está clara a situação da oposição e a situação da situação. Não há dúvida sobre quem é oposição e quem é situação. A situação é a seguinte: a oposição é situação e a situação é oposição. Simples, né?

Utilar
Lá também tem Utilar. E não é que eu pensava que este negócio era daqui. Quem sabe não era uma filial acrena?

Brasileiros por escolha
Os acreanos foram os únicos no País que lutaram (literalmente! Foi contra os bolivianos) para serem brasileiros. Não se sabe ao certo se já se arrependeram da escolha...

Salário de mestre
Lá, eles também dizem que o salário dos professores de seu Estado é o melhor do Brasil. Na verdade, eles dizem que quem disse foi a Folha de São Paulo.
Então, pra evitar disse-me-disse, vamos combinar o seguinte: aqui em Roraima, os professores são os mais bem pagos do Brasil e, no Acre, o salário dos professores é o melhor do País. Pronto! Resolvido!

ConFUSO horário
Normalmente, o horário padrão do Acre é atrasado duas horas em relação à Brasília. Durante o horário de verão, a diferença vai para três horas. É uma pena que na casa onde eu estava não tinha televisão! Não consegui ver o Cine Prive, às 21 horas!

E você vai ver no próximo post: nosso correspondente-lesma pimentel conta a sua aventura pela fronteira Brasil – Bolívia.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

E agora, José?

Uma coisa tem me preocupado muito.

- O Ottomar morreu, coitado.
- A CPMF, também, ainda bem.


E agora, minha gente, COM QUEM O JUCÁ VAI BRIGAR???

domingo, 25 de novembro de 2007

Viagem ao centro da terra de Chico Mendes

O cara é acreano!
Pelo menos, foi a esta conclusão que cheguei depois de me tornar o primeiro correspondente-lesma no Acre.
A história que me contaram é assim:

O cara escreveu no muro do Colégio Barão do Rio Branco (CERB), em Rio Branco (AC) – note que há um local específico (Não é qualquer muro!): “Eu sou o cara”.
O amigo do cara escreveu em cima: “Eu sou o cara que comeu o cu do cara”.
Depois desta, niguém mais quer ser o cara!

Minha hipótese: a história do cara nasceu lá e se espalhou pelo mundo. A partir daí, quando alguém escreve em algum muro “eu sou o cara”, vem outro e faz um lembrete: “comeram o cu do cara”.

Faixa de pedestre
Lá, as faixas de pedestre têm uma nobre função. Elas fazem com que as pessoas mantenham um forte sentimento de religiosidade.
Antes de atravessar a rua, o pedestre sempre faz uma prece: Me protege, meu Deus!

Gasolina nas alturas
A gasolina acreana custa em média quase 40 centavos há mais que em Roraima. Enquanto aqui se encontra o litro por R$ 2,53, lá sai por R$ 2,92.
O mínimo sentimento empreendedor faria qualquer roraimense pensar na possibilidade de vender no Acre gasolina venezuelana (o litro pode ser comprado na Venezuela com uma moeda de R$ 0,10).

Acreanos ilustres
O Acre pariu filhos que ficaram famosos pelo mundo a fora. Alguns exemplos são: Chico Mendes (seringueiro) e Glória Perez (autora de novelas globais). Mas a grande maioria é da área política: Marina Silva (ministra do meio ambiente) e Tião Viana (atual presidente do Senado. Era vice do Renan!). Tem também um ex-senador pelo Acre que ficou famoso por cortar (literalmente) seus adversários com moto-serra... Devia ser um cara muito ocupado e que não tinha tempo a perder...


Se você quiser ler mais sobre as aventuras do nosso correspondente-lesma no Acre, manifeste seu desejo. Comente sem parar e espere até a próxima semana!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

As mazelas da república

É ate irônico como o passado está sempre presente. Como as raízes de velhos hábitos, ou de costumes que já poderiam ter sido esquecidos, se entranham nas vísceras da atualidade.

Trocando em miúdos: acreditamos tanto em inovação no texto jornalístico, em ousadia, em qualidade... Mas o máximo que as academias oferecem como exercício para a prática jornalística, são enfadados resumos... Com o intuito de nos transformar em cópias de Nilson Lage e outros brilhantes comunicólogos, que nunca seremos (obviamente).

Pra mim, o texto foi inresumível... o livro, que em pleno feriado de Proclamação da República, tirou meu sono, é dotado de linguagem rebuscada e feita pra outros padrões de intelectualidade, não os da UFRR. E um único trecho do livro me chamou atenção, e ressalta a veracidade das primeiras frases desse post.

“Os padrões éticos do Jornalismo pioraram gradativamente com a República, que se iniciou com uma reportagem antológica de Raul Pompéia, relatando a expulsão da família real , nos dias seguintes ao golpe republicano.
Desde os primeiros movimentos do novo regime, com a ilusão capitalista do encilhamento, ficou claro que, em algum lugar do mecenato tolerante de um imperador com pretensões intelectuais, o que teria peso era a exploração do trabalho mais barato possível e a realização de lucros, mesmo à custa de negócios eticamente injustificáveis. Semi-analfabetos apuravam as notícias e corretores de anúncios com muitos clientes sentavam-se nos lugares antes ocupados por escritores brilhantes. Poucos jornalistas que não fizessem da profissão escada para a vida política conseguiam, nesse contexto, manter a dignidade.

"No romance em que registra esse declínio (Recordações do Escrivão Isaías Caminha, 1909), Lima Barreto dá conta de um aspecto estritamente técnico do processo:

“Chama-se ‘cabeça’, nos jornais, às considerações que precedem uma
notícia. Feita com a moral de Simão de Nântua e a leitura de folhetins
policiais, a ‘cabeça’ é a pedra de toque da inteligência dos pequenos repórteres
e dos redatores anônimos.
Pra dar um exemplo, vou reproduzir aqui trechos de
uma cabeça. Tratava-se de uma briga entre amantes e o repórter, após
intitular a notícia - ‘o eterno ciúme’ – começou a filosofar, com muita
lógica e inédita filosofia:

“O ciúme, esse sentimento daninho que
embrutece a imaginação humana e arrasta à concepção de crimes, cada qual mais
trágico e horripilante, não cessa de produzir efeitos
maléficos”
(....)

São assim , com poucas variantes, as cabeças”.
(Barreto, 1961: 206).
Nilson Lage, Teoria e técnica do Texto Jornalístico.


Não sei se pra você, mas pra mim isso é mais comum do que feijão com arroz no prato do brasileiro.
Ou isso é só coincidência?


118 anos depois, os jornalistas da época da proclamação ainda continuam sendo copiados.
Assim como os estudantes continuam a copiar Lage, Luis Amaral, Mauro Wolf , Eugênio Bucci e tantos outros que insistem em morar na minha estante.

Ao menos sabemos quem copiar.
E boa semana a todos vocês.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

ser ou não ser

Aí tava eu assistindo meu seriado.
Sobre a mãe e a filha.
A filha super CDF conseguiu entrar numa escola particular superfoda para ter uma educação superfoda e entrar em Harvard, a universidade superfoda.
O seriado todo é a tal cunhantã estudando feito uma condenada para conseguir garantir sua vaga na universidade superfoda.
Na segunda temporada finalmente é revelado o curso que essa menina quer tanto fazer na tão sonhada Harvard:
jornalismo.

- Como assim? - eu exclamei - Meu Deus! Uma garota tão brilhante quer fazer jornalismo...

Então eu vi um filme em que onde um garoto sonhava em conseguir uma vaga na Universidade de Nova York para jornalismo.
Concorridas vagas
Só entram os melhores.

E eu pensei "quando foi a última vez que tirei um 100? Aliás, eu já tirei algum 100 na minha vida? O que eu tô fazendo naquela instituição atrapalhando seu desenvolvimento?"
Isso me deu uma crise existencial e profissional.
Crise essa que fez eu acordar minha mãe na madrugada de sábado pra domingo e anunciar:

- Acho que vou sair da faculdade!

Pobre da minha mãe que teve que passar o resto da noite tentando me convencer do contrário.
E conseguiu.
Por que as mães têm argumentos fortes?
Ela sempre me convence de que eu tô pra me formar (o que não é verdade)

- Olha só, o dia tá amanhecendo! - Ela disse, e foi se deitar contente por ter salvo minha vida.

E eu pensando: "Será que ela sabe que daqui a três horas vou fazer vestibular pra arquitetura?"

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

POLÍTICA DE QUINTA

De volta, com o melhor da política nacional, na visão de uma lesma.

Não se ouve, não se fala, não se vive em função de outra coisa em Brasília que não seja a CPMF.
O desespero do governo de perpetuar a Contribuição (obrigatória, vale dizer) é tão grande que até tiraram o pobre Renan de sua cadeira.
O que?!? Vem dizer que você não tá sabendo que aquele discurso de "preservar a harmonia do Senado" é balela?
Na verdade o Governo Lula percebeu, que se antes Renan Calheiros presidindo o Senado facilitava a aprovação da CPMF, sua permanência teimosa estava criando um clima impossível para aprovar o tal imposto. Já dizia Coxinha: "Senador que atrapalha a aprovação da CPMF não procedeu, a tesoura comeu."

Mas por que o Governo Lula precisa tanto desse imposto? Por que de tanta urgência? A resposta vem junto com a análise de seu governo.
Em 4 anos Lula não fez seu dever de casa, não cortou gastos, não fez reformas, ao contrário, só aumentou os gastos em 40% nesse tempo, o que faz com que necessite muito dos 40 bilhões que a CPMF traz para o Tesouro Nacional, antes que seu governo desmorone.

Por favor, doem um imposto pro Lula, antes que ele acabe de vez com esse país.


Diretamente de Brasília, Luciana Lobato.

sábado, 20 de outubro de 2007

Idioma Parentês.

Porque sim, roraimense tem sotaque.
Se não é sotaque, é uma espécie de dialeto que só quem mora, ou já viveu aqui, sabe como é.

Afinal, vai dizer que você nunca usou a expressão “marrapaz’?

Marrapaz é uma variação de “Mas, rapaz” que acabou se adaptando como uma espécie de confirmação. Exemplo: se lhe perguntam se você vai à festa do José; e você, de fato, vai à festa do José, você responde “Marrapaz”.
- E ai bichão, vai na festa do Zé?
- Marrapaz! Tô lá!

“Tô lá” também é característica do idioma caboquês. Você usa como complemento de Marrapaz, ou simplesmente responde:
- Tô lá!

Além disso tem o “maaaaaas”. Não, caro leitor, não é simplesmente “mas”, é “maaaaaas” com todas as letras . Serve pra substituir o “marrapaz”:
- Vai na festa do Zé?
- Maaaaaaaaaas.

Bicho, aqui todo mundo se chama de bicho. Começar uma frase sem bicho aqui em RR, é a mesma coisa de começar uma frase sem “Ôw” lá em Minas. Se não, fica sem começo (não é Bréscia?). É uma espécie de vocativo, que serve para homem, mulher, senhora, senhorita, ancião. Bicho é bicho.

- Bicho, to brocado!
- Então bora lá brocar, bichão.

Usa-se “bichão” com freqüência também. Principalmente quando você quer concordar com alguma coisa.
- Pense numa festa boa!!!
- Então bichãããão.



Brocado? Diz-se daquele sujeito que tem fome. A expressão vem do verbo “brocar” que significa comer. Outra variação é “broca”, que significa comida.
- Bicho, a broca vai demorar a sair?
- Maaaaaas, se vai.

Por acaso você acha que o Ronaldinho Gaúcho tem o dente “maceta”?
Bicho, eu acho. O dente do Ronaldinho é maceta.
Maceta
é algo grande, mas muito grande.
Sabe aquele último post do pcapuleto em meados de 1956 (cof-cof) aqui Jornalesmas? Sim! Ele era “maceta”.

Você já levou um tubão? Cuidado, que aqui em Roraima levar um tubão dói pra caramba! Tubão é quando você quer dar um murro na cara do FDP que está lhe pertubando. Ai você ameaça o coitado assim:
- VOU TE DÁ-LHE UM TUBÃO.
Mas tem que ser desse jeitinho, se não, não é caboquês.

Porém nada, eu digo NADA mesmo, é mais característico do que o TELESÉ?
Não há regras para o uso. Do nada, pergunte assim:
- Telesé?
Use e abuse do “telesé?” Não há restrições. Porque ele sim é a marca do nosso regionalismo e das nossas misturas. Não há quem viveu por aqui, ou conheceu algum roraimense e não tenha escutado esta expressão.

Eu tenho orgulho de ser roraimense, telesé??

E tu bichão, tem alguma gíria chibata pra compartilhar?

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Distúrbio do Envelhecimento Precoce.

Não há muito tempo, a Lesma Ina Carolina nos tornou pública a Síndrome da Vergonha Alheia, que atinge milhares de pessoas no mundo inteiro. Como essa, várias outras epidemias mentais se espelham pelo mundo, a grande maioria, com poucos estudos relacionados e origens desconhecidas. A exemplo, podemos citar o Distúrbio de Envelhecimento Precoce, ou simplesmente DEP, que apesar de bastante disseminado, passa quase que despercebido.

O diagnóstico difícil é uma das razões para não perceber a doença, visto que os comportamentos característicos são tidos como normais. Os portadores costumam pensar, por exemplo, que os bons tempos já passaram e estão velhos demais para uma série de coisas, como freqüentar carnavais fora de época, passar dias seguidos na farra e dançar de forma contínua uma noite inteira. Isso aos vinte anos!

No primeiro estágio a característica mais forte é o saudosismo. São rotineiras frases como:
- No meu tempo as coisas eram diferentes e a gente, sim, sabia se divertir.
- Aos doze anos eu ainda brincava de Barbie!
- Lembra quando íamos ao cinema e andávamos pela praça? Isso pra gente era sair.
- Quando eu tinha essa idade, ainda estava beijando. Hoje essas meninas já dão!

No segundo estágio há uma implicância maior com a nova geração, por entender, mesmo que de forma inconsciente, que a juventude lhes pertence. Geralmente o portador do DEP os evita, refugiando-se em barzinhos onde encontram os amigos dos pais em uma mesa e olhares insistentes e incômodos de outra, de alguém mais velho com uma aliança na mão, resultado agravantes de um pseudo-envelhecimento.

Por essas e outras, festinhas particulares ou pequenas reuniões de amigos acabam sendo as formas de diversão freqüentes pelas vítimas do DEP. Almoços, churrasco, pizzas, sushis ou, o que é mais comum, apenas bebidas alegram esses precoces velhinhos que a cada oportunidade dizem o quão estão velhos e o quão o mundo está perdido!

A estudante Marcely Maciel sabe o quanto sofre possuir o distúrbio. No começo do ano, no show da Banda Eva no Iate Clube de Boa Vista sofreu uma crise seriíssima: “Por todos os lados, meninos, meninas de quatorze, quinze anos. Abriram as portas das escolas e esqueceram de nos avisar! Eu me senti horrível”.

Situação semelhante passou J.P.B., 19 anos, chamado de ‘tio’ em uma boate: “Fiquei perplexo, sem ação” – foi tudo o que conseguiu dizer.

As informações a respeito do Distúrbio do Envelhecimento Precoce são poucas. Sabe-se que a doença possui a pessoa, tal qual uma febre possui um enfermo, e nunca o contrário. Segundo os dados, cada vez mais cedo será a incidência dos casos. Não há casos de cura.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Semi-ética...

Não! Eu não quis dizer semiótica, não!
É semi-ética mesmo!
É tipo assim um negócio mais ou menos...
Como é que eu posso dizer??
É uma condição de uma pessoa que não é totalmente ética,
mas que também não é totalmente aética.
É assim: meio ética, entendeu?! Ou semi-ética!

Eu comecei a pensar sobre isto depois de uma daquelas palestras que nossos professores levam pra sala de aula...
Um certo palestrante disse que o jornalista tinha que ser muito ético!!
Sacou? Não adianta ser um pouco ético! Tem que ser muuuuuito ético.

Eu sempre pensei que ou a figura é ética ou não é...
Mas agora vejo que eu estava apenas meio certo...
Ou seria meio errado?
Na verdade, eu estou meio em dúvida!
Será que uma meia-dúvida leva pelo menos ao meio-conhecimento?

Acho que vou deixar estas questões meio de lado!
Vai que a coisa vire meio que uma moda!
Toda mulher agora vai querer ficar meio grávida...
E todo mundo vai se achar meio jornalista...
E a dúvida do repórter de polícia vai ser se o cadáver de hoje tava meio-vivo ou meio-morto...

Será que atrás de todo semideus existe sempre um grande seminu?

Agora saiam do meio que eu vou ficando por aqui, antes que este post, que está ficando meio grande, não mereça nem mesmo uma palma e meia...

domingo, 7 de outubro de 2007

Uma cultura do desprezo à cultura

O título auto-explicativo remete ao tema de uma “palestra” ocorrida na última segunda-feira, durante a aula de Tópicos Especiais em Comunicação, da turma de do 5º semestre de Jornalismo da UFRR.

O debate contou com a presença de alguns membros de entidades que promovem cultura no Estado, de Jornalistas que defenderam intensamente um espaço maior para o Jornalismo Cultural na mídia roraimense, do Professor mediador do debate, dos alunos da turma e convidados do 7º semestre. Diante do papo, as contradições.

As críticas começaram a aparecer e eu a me incomodar. Houve quem dissesse que o motivo pelo qual o Jornalismo Cultural não é explorado em Roraima é a falta de organização dos grupos culturais em dar uma maior abertura à imprensa. E eu me pergunto: Existe um grupo mais organizado do que o Teatro em Roraima?

Entretanto, os meios de comunicação só percebem a força dessa organização, quando algum evento está em pauta e a cobertura torna-se imprescindível.
Por mais de uma semana, o SESC apresentou a Amostra Macuxi de Artes. De fato os jornais divulgaram, encheram suas páginas com um crtl C + ctrl V deslavado da programação, e isto foi o máximo.
Grupos de outros estados estiveram presentes, músicos, contadores de história, poetas, artesãos... E nem um espaço no caderno B repleto de baboseiras, horóscopo e resumo de novela, foi cedido à verdadeira essência da Amostra.
Em outros lugares do Brasil, os cadernos de cultura dos jornais estariam repletos de bom material jornalístico; enquanto aqui o máximo que vemos é uma notinha a respeito, como se cultura só fosse importante uma vez no ano, com algum evento que atrai público.

Quer dizer então que grupos como o antigo Roraimera, e o recém-formado Clã Caboclo só trabalham de vez em quando? A preocupação destas pessoas que, gratuitamente, têm um compromisso em resgatar a cultura do Estado, é só quando tem festinha e tudo e tal?
Errrr... eu acho que não é bem por aí.

E enquanto não houver um comprometimento com o tema, quadros fixos e cadernos reservados em que possa ser livre pra falar de cultura - sem estar preso às rédeas do jornalismo chavão, onde possa ser criativo, usar cores, boas fotos e conteúdos coerentes - o leitor roraimense nunca vai se adaptar ao Jornalismo Cultural, e vai continuar se divertindo com os boletins de ocorrência recém-saídos das delegacias e recheados de sangue, porque esta é a única opção que os jornais oferecem.

E aos donos dos jornais: não culpem a falta de mão-de-obra pra escrever sobre cultura. A verdade está nos bancos do curso de comunicação social: boa parte dos alunos é envolvida com alguma atividade cultural. São atores, são músicos, são artistas plásticos, são poetas, são escritores independentes... Não há desculpa. Veículos, a culpa é de vocês.

E seguindo a linha de raciocínio da Elânia: chega de reclamar, vamos apresentar soluções e cessar o bablabla! Porque o jornal não é só coluna social e fofoquinha, e desde já eu me comprometo com o blog e com meus colegas, a oferecer um incipiente e prosaico Jornalismo Cultural por essas bandas da blogosfera. Vamos lá lesminhas, ajeitem a cara do blog que eu não vejo a hora de começar.

sábado, 6 de outubro de 2007

A meia da meia verdade

Incrível a compatibilidade de pensamento das pessoas que leram o meu post anterior sobre o direito à meia entrada.
A idéia de fazer um folder com a lei já é relidade. A atitude foi do nosso amigo Vito, que redigiu e imprimiu os papéis com a foto do nosso ingresso, e os artigos da Lei Estadual nº 363 de 14/01/2003.

Pimentel, é essa lei mesmo. Pois no Artigo 6º diz claramente que os estudantes têm direito ao abatimento no valor da entrada inclusive nas promocionais.

Quem quiser uma cópia do folder me mande um email: corarufino@gmail.com

A nossa idéia é ir quarta-feira pra frente do cinema e panfletar.
Quem quiser ir pra dar uma força e fazer volume, agradecemos!

A MEIA DA MEIA EXISTE E ESTÁ ENTRE NÓS!


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A respeito do último post da Bruna, só uma erratinha: eu faço parte da Cia. do Lavrado e não da Cia. Arteatro, ok? E aquele não é o novo trabalho do Arteatro, e sim uma esquete, que é uma peça curta e rápida para ser apresentada nos lugares.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Mulher à vista

Ao passar em frente a um estabelecimento comercial, certa vez, vi a cena:

Uma mulher limpava uma freezer (era uma daquelas freezeres - é assim mesmo que se escreve? - em que a parte da frente é de vidro para que as pessoas possam ver os produtos).

Para realizar a tarefa, a mulher estava com metade do corpo dentro do compartimento, onde costumam ser expostos: queijo, salame, mortadela, manteiga, carne de vaca, de porco. Todos mantidos na temperatura ideal para não causarem uma intoxicação alimentar nos clientes.

Acontece que a impressão de quem passasse o olhar de relance por ali não era a de que aquela funcionária estava limpando a freezer. O que parecia era que a mulher era mais um produto ali sendo refrigerado à espera de seu comprador. Só faltou a plaquinha com o preço e com os dizeres em baixo: “Agradecemos a sua preferência. Volte sempre!”

E, ao que me parece, é assim que acontece hoje: as pessoas (as mulheres, principalmente) são expostas por aí como mercadoria. E aqui não me refiro à prostituição (alguém enxerga a participação da mídia neste comércio?)

E aí então, a mulher não é mais vista como um ser humano que tem sonhos, sentimentos, humor, inteligência... Agora não passa de um par de seios, duas pernas, duas bandas de nádegas, etc, etc, etc.

Assim como há quem prefira o mocotó do boi, existem os excêntricos que dão tudo por pés femininos. Mas, em todo o caso, a mulher não é mais UMA e ÚNICA, é uma porção de pedaços de lábios carnudos, pescoço liso, nariz arrebitado, barriga malhada, panturrilha durinha, e outras partes mais ou menos nobres.

O que há a se fazer? Na vida, tudo tem seu preço (e todos, talvez)...

Portanto, façam as suas apostas!

Olhem atentamente as prateleiras! Passem no caixa! Voltem sempre!

E viva o Capitalismo!!!

MEIA VERDADE

Todo ano começa o período escolar, começa a compra de caderno novo, mochila nova e aquela papelada com a assinatura do diretor e a foto 3x4 pra tirar a carteirinha.
Poxa vida, tanta gente assim querendo um “documentinho” não poderia ser para outra coisa a não ser a obtenção da famosa meia entrada no cinema e nos shows em geral. É verdade sim. Inclusive existe a Lei Estadual nº 363 de 14/01/2003 que garante esse direito a nós, estudantes...

Então, me diga uma coisa...

Por que raios existem promotores de eventos que insistem num tal “preço único” para ingressos?
Preço único NÃO existe!
Não de acordo com a Lei Estadual nº 363 de 14/01/2003
Então NÓS estudantes, o futuro desta nação (:P) temos sim o direito de pagar a meia e o dever de exigi-la.

Zeca Baleiro fez um show aqui em Boa Vista. Um fato inédito! Era bom demais pra ser verdade (só se falou nisso há um mês)!
Então a triste verdade:

- Eles não vendem ingresso avulso. É só mesa, pra quatro pessoas e custa 200 reais!

Epa! Peralá! Mas e se for uma mesa só de estudantes?
Exato! 100 reais!
Por isso eu fui.
O cinema é o caso mais conhecido. O principal lugar onde as pessoas dão sua carteirada e falam na hora de comprar

- Me vê duas meia!

A bilheteira sorridente entrega o bilhetinho e contente o estudante vai assistir ao seu filminho.
Lindo né?
Massssss......

Quarta-feira é dia de promoção!

“É sete reais pra todo mundo”

Má peraê... eu não sou todo mundo!

-Tu é?
-Não

- E tu?

-Também não. Eu tenho carteirinha!
-Então a gente paga meia!
-Moça, quero meia!
-É sete reais
-Não, eu quero MEIA!

E assim fomo assistir Os Simpsons por R$ 3,50 o ingresso.
Por isso, povo do meu Brasil (:P), estou iniciando agora a campanha

EU QUERO MINHA MEIA!

Por que a fia duma vaca da bilheteira do cinema, depois da terceira vez vendendo o ingresso a R$ 3,50 pra gente, resolveu fazer birra e “acabar com a mordomia”. Disse que não era certo o que estávamos fazendo!
Na minha opinião não é certo ela ir de encontro à Lei Estadual nº 363 de 14/01/2003
Não é certo ela nos barrar na quarta-feira e dizer que não temos direito à MEIA DA MEIA!

A meia da meia existe e está entre nós.

Então, todo mundo quarta-feira que vem, na bilheteria do cinema com suas carteirinhas falando:
- Eu quero a meia da meia, por favor!

domingo, 30 de setembro de 2007

O retorno das Curtas



Depois de um período de baixa temporada e de crise existencial, a “calúnia social” volta a atacar. Acaloradas discussões em torno de mesas de bar, ou de comunidades em sites de relacionamento, fizeram –na reviver durante este fim de semana.

Então, caro leitor, curta as curtas, pois o período de vida das mesmas pode ser curto.




Na Crista da Onda


E foi um sucesso purpurinado e abençoado o show da última sexta feira no espaço Glamour. Finalmente os empresários roraimenses recomeçam a inovar nas atrações musicais. Depois do histórico show dos Titãs, a capital estava mesmo precisando de um Zeca Baleiro para tomar ares de civilização (exagerei?). O local do show não poderia ser mais bem escolhido: até que enfim nos livramos da péssima qualidade acústica do Iate Clube e temos uma nova opção para eventos deste porte. E o Zeca dispensa comentários, deveria ganhar uma faixa de mister simpatia! Recebeu os fãs, tirou foto e deixou gente mais feliz que pinto no lixo.




Na baba da lesma (expressão nova)


Mas que é uma falta de etiqueta total a pessoa ir pra um evento e ficar falando mal da vida alheia, bem alto, isto é. Um absurdo, onde estão os modos, os bons costumes e a moral desse povo? “Sabe Fulana, aquela da prefeitura? Meniiiiina nem te conto”. Que saco minha filha, cala a boca e presta atenção no show, que eu vim aqui pra isso. Me amarrota que eu to passada!
Ô povo caboco, minha gente. Quando liberaram a pista teve um ser humano desastrado que esbarrou no pedestal em que o microfone estava e o coitado do Zeca levou uma microfonada no meio dos dentes. Queima eles, Jeová!

E vem aí...



O novo espetáculo da Companhia Arteatro, promete truar! Alguns poucos felizardos que estiveram no parlatório da Universidade Federal de Roraima na última quarta-feira, deram risos frouxos com as interpretações dos atores. Fofoca: a colega Cora faz parte da equipe e dá um show de interpretação, como sempre. Aguardem!


Homens na mira


Depois da febre de fotos e filmagens que tomou conta da cidade no início do ano, todas mostrando mulheres, chega a vez da macharada ser vítima do caos.
Então meninos, cuidado com as câmeras e os celulares vocês também! Tem sempre alguém agindo com má fé, e quando a gente menos espera...


E o bolo vai para...






Esta semana quem ficou um ano mais maravilhosa foi nossa lesma querida, Elânia Cristina, que completou 19 aninhos nesta sexta-feira. A efervescência contou com a presença de inuuuuumeros futuros jornalistas, que garantiram que a festa foi boa!
Parabéns Elânia!




O dia 28 também foi de comemorações para o professor-monitor-aluno-artesão-fotógrafo-pizzaiolo Tana Halu! Nosso colega de jornalismo da UFRR que ficou um ano mais competente!




Dia 29 foi a vez da Dani Veras apagar as velhinhas e fazer um pancadão pelos points da Macuxilland. Parabéns Dani!








Por hoje é só.
Até breve, ou não muito breve assim!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

POLÍTICA DE QUINTA

Como foi determinado por um córum de lesmas pensativas, quinta-feira é dia de POLÍTICA DE QUINTA - um resumo sobre o que aconteceu na magnífica política brasileira na semana corrente.

Na última terça-feira, começou a migração de senadores eleitos pela oposição rumo à base do governo, fato extremamente normal e comum em todo o mundo, já que todo partido em governo "engorda" e todo partido em oposição "emagrece". Esse troca-troca partidário não poderia acontecer em melhor hora, já que esse crescimento de senadores pode garantir maioria qualificada do Palácio do Planalto na Casa - podendo, teoricamente, chegar a 51 senadores. - número suficiente para aprovar emendas constitucionais, como a da prorrogação da CPMF. Ou seja, o imposto que era pra ser provisório, vai se tornar permanente. O bom é que eles não vão nem precisar trocar o nome do dito cujo.
Mas nem tudo no Senado Federal é vergonha. Na tarde de ontem, o Senado aprovou o fim das sessões secretas no caso de perda de mandato. Depois da palhaçada que foi a votação pela perda do mandato do Senador Renan Calheiros, os Senadores enfim perceberam a hipocrisia que é o voto secreto, o que enche a população de esperança, caso o Presidente do senado vá a outra votação.

Pra não dizer que só se fala em Senado, devo falar de um fato que passou despercebido pela imprensa e consequentemente por toda a população brasileira: o fato de que o ex-ministro da Fazenda e atual deputado Antônio Palocci, possuía dois CPF's enquanto ocupava o cargo de ministro, e provavelmente os tem até hoje. A pergunta é: como, e por que isso não foi divulgado?
A cara-de-pau dos políticos desse país é tanta, ao ponto do ministro da fazenda cometer um crime contra a ele mesmo, à nação, e à instituição que ele mesmo liderava! Ou existe outro motivo para se ter dois CPF's se não for para sonegação fiscal?

Diretamente de Brasília, Luciana Lobato.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Quando falta luz na UFRR...

Um dia desses faltou luz na Universidade Federal de Roraima (UFRR)...
Sem nada pra fazer, eu, um simples estudante de Comunicação Social, resolvi filosofar:

Quando falta energia elétrica à noite na UFRR, acontece um interessante fenômeno, estudado por um ramo da física conhecido como ótica.
Sem a presença da luz (tanto a luz natural, do sol, como a artificial, elétrica) nossos olhos tornam-se incapazes de perceber o mundo a nossa volta. Em outras palavras, a gente não vê nada, neste Kr@1#0!

a gente não vê o professor em sala de aula;
a gente não vê os laboratórios de informática funcionado;
a gente não vê os professores fazendo as suas avaliações de forma coerente;
a gente não vê o nosso departamento disposto a atender aos alunos no horário em que estes estudam;
a gente não vê os professores interessados em repassar seus conhecimentos aos estudantes;
a gente não vê os alunos contentes com a qualidade do ensino;
a gente não vê professores comprometidos com a disciplina;
a gente não vê o acervo de livros na biblioteca atender às nossas necessidades de acesso à leitura;
a gente não vê o professor dando um testemunho de vida coerente com o conteúdo aplicado em sala de aula;
a gente não vê o professor aplicando uma metodologia interessante;
a gente não vê quase nada funcionando!

a gente também não vê os alunos fazendo alguma coisa para mudar isto;

Ah! E a gente não vê a hora de se formar!

Ainda bem que é só quando a luz vai embora...
Espero que estes momentos não se tornem freqüentes...

Putz, quem apagou a luz?

P.S.: Você pode dar a sua colaboração, dizendo o que não se vê na UFRR quando falta luz! Eu posso ter esquecido de alguma coisa (isto costuma acontecer comigo quando a luz vai embora...)